terça-feira, 19 de junho de 2012

"Formei uma Banda de Rock!!! E agora?..." - Parte V (continuação)

Cover ou Autoral? Os Dois?? (continuação)
Minha experiência com trabalho foi, na maioria dos csos frustrante por motivos diversos. Mas deve ser extremamente gratificante ver sua musica mudando vidas (e por que não a nossa também?), tocando nas rádios, fazendo História. Como meu conhecimento é limitado e minha experiência no assunto "banda Autoral" não é das melhores, resolvi convocar amigos do Ramo para colaborar com esse assunto que dá pano pra manga. Dois deles, atuantes no mercado Autoral, cada um à sua maneira, conseguindo resultados no mínimo satisfatórios tendo em vista as dificuldades apresentadas e os desafios mais que lançados.
Começarei com a colaboração do Baixista e Ativista Cultural Roberto Maná, com uma vasta experiência na chamada "Cena Independente". Abaixo temos o artigo publicado por Maná em 2008, porém, declarado pelo próprio: "As coisas passam  e ainda continuam atuais". Lembrando que meu objetivo aqui é DE MANEIRA NENHUMA "meter o Pau" ou desencorajar os que querem entrar no jogo. Estou apenas mostrando a REALIDADE de forma que voce, caro leitor, com uma idéia brilhante na cabeça, seja de alguma forma ajudado a alcançar seus objetivos com sua banda de Rock. MANDA BALA, MANÁ!!!
Entre a cruz e a estrada

Por Roberto Maná


"É fato que o rock do Rio de Janeiro vive momentos difíceis e porque não dizer no Brasil. No contexto underground não poderia ser diferente, mesmo para bandas que não sejam fundamentalmente roqueiras. Vejo a cena carioca como um grande berçário nacional de bandas underground, com muita qualidade e enorme diversidade artística, mas devido à escassez de lugares, produtores oportunistas e condições “imorais” para se tocar, a imagem não parece estar muito boa. O espírito de uma década não obedeceu aos seus sinais e símbolos.

Outro aspecto negativo é a postura do público, que por sua vez, não presta atenção no que está acontecendo na cena independente e fica antenado apenas no que está nas “ondas” do rádio, acabando por banalizar o underground e dissolver o cenário. O artista tem que ir onde seu povo está ou seu povo tem que ir onde o artista está? Contudo, no universo paralelo do underground, o nosso rock retrocedeu.

Enquanto isso, os eventos “caça-níqueis” surgem a todo vapor. E eu pergunto: onde estão os caras que lutavam e cantavam? As bandas estão olhando somente para os próprios problemas sem perceber que elas também são responsáveis por criá-los. Competem tanto entre si, que as conseqüências acabam sendo negativas para todos nós.


Retrocedemos em todos os sentidos, parece que temos os mesmos entraves do começo, mas o que não nos mata nos torna mais forte.

Falta uma cena alternativa mais coesa e organizada. Temos praticamente que reconquistar tudo, mostrar que está na hora de pensar em nos aproximar, tocar sem que se precise pagar por isso ou levar seu próprio amplificador, fazer com que as bandas que estão no anonimato, possam aos poucos, se inserir no underground carioca. Rock se faz com atitude! Caso contrário, bota aí que eu toco com o Kurt Cobain e o Keith Moon em cima de uma mesa de um centro espírita."

Obrigado, Roberto Maná pela colaboração!
Eu sou Ronald Sales e esse é o meu Blog ;)
(continua...)

2 comentários:

  1. É importante discutir essa realidade e a responsabilidade das bandas na criação de espaço para expor o trabalho.
    Estigmatizado, a cena "underground" deve ser um pouco diferente da cena "Independente", pelo que entendi. Entendi tambem que as bandas se matam entre si para obter exposição nessas cenas, o que chamamos de canibalismo das bandas.

    Há alguns post abaixo o Ronald descreve sobre o publico alvo, e não seria interessante iniciar a discussão tendo em mente primeiro se:1) Autoral Ou Cover ? 2) Barzinho ou Motociclismo ou Cena Independente.
    A discussão mais acalorada cai em cima do quesito DIVULGAÇÃO eu creio, onde o mercado é dominado por escrotos que cobram JABÁ para divulgar e ainda cobram mais JABÁ para deixar de divulgar outros.
    Hoje em dia, voce pode ter um novo THE DARK SIDE OF THE MOON, da sua autoria, nas mãos mas se não tiver grana, tu não vai á lugar nenhum !
    Nem sentando no Largo do Carioca junto com os bolivianos e tocando o seu som por 1 ano.

    Soren Lemche

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  2. "...a cena "underground" deve ser um pouco diferente da cena "Independente"..."

    No meio "Underground" vc poderia ser tanto Cover quanto Autoral ou mesclar os dois, sem maiores cobranças. A "Cena Independente" é mais como um 'mercado' paralelo ao das gravadoras e das grandes bandas onde o 'Cover' simplismente não faz sentido.
    Acredito que as duas 'coisas' acabaram se "Fundindo" com a explosão tecnológica que possibilitou vc gravar seus próprios "sucessos" em casa com uma qualidade mediana e um enorme potencial (não necessariamente eficiente) de divulgação pela internet.

    Embora o Post seja sobre "Cover ou Autoral", a parte autoral dá muito mais pano pra manga, por isso ainda estamos focados nesse lado.
    O próximo artigo desse mesmo post esclarecerá mais ainda como as andam as coisas.
    Uma coisa é certa: se vc é uma Banda autoral, o Barzinho e o Motociclismo, não é o lugar 'perfeito' para divulgar sua musica. Porém, com a devida moderação e qualidade, pode ser até bem aceito.

    Quanto à divulgação, o Jabá...
    bem... não acredito que exista a possibilidade - nem de surgir um novo "DARK SIDE OF THE MOON" - nem do mesmo fazer o sucesso que o 1o fez, pq infelizmente o publico está fragmentado e despreparado para isso. Espero muito que eu esteja errado!!!

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