KEN HENSLEY
Iniciei esse série com o Led Zeppelin, materia postada abaixo e hoje posto uma super referencia nossa, primeiro minha, mas depois o Ronald acabou reconhecendo a genialidade do cara. Assim darei prosseguimento com o sensacional Ken Hensley.
O Ken nasceu em 24 Agosto 1945, em Londres. Formou diversas bandas, ainda adolecente até que em 70 entrou para o Uriah Heep onde havia espaço para composições mais longas e elaboradas. O Ken é primordialmente compositor, tecladista onde o Hammond B3 é o instrumento principal. É também um excelente guitarrista e ainda manda muito nos vocais. O Uriah Heep forma junto com o Led Zeppelin, Black Sabbath e Deep Purple o quadrado mágico do rock pesado do inicio da década de 70. Mas como foi a ultima banda a se formar recebeu bem menos atenção da mídia do que as outras 3. Porém a qualidade da banda lhes garantiu uma base de fãs suficiente para viver longe da mídia. O Line Up inicial do Uriah Heep foi com Mick Box na guitarra, Ken nos teclados, Lee Kerslake na bateria, Gary Thain no baixo e David Byron nos vocais.
Em 1970 lançam o “Very Eavy Very Umble”, sucesso de publico e um fracasso para a crítica. Um critico de rock americano escreveu na época: “Se essa banda chegar a lançar o segundo LP deles, eu corto meus pulsos”. (A discografia do UH conta mais de 25 lançamentos só com o Ken Hensely, será que o cara cumpriu o prometido?).
Na sequencia lançam o Salisbury, o Look At Yourself, Demons And Wizards, Magicians Birthday e o Live. Isso tudo de 1970 á 73.
Na sequencia, lançam Sweet Freedom, Wonderworld e Return To Fantasy. Em 75, durante a tournée do Return To Fantasy o baixista Gary Thain é demitido por ter lesionado a mão num choque elétrico que coagulou os tendões da mão. Era viciado em heroína e as duas coisas definitivamente não combinam. O Gary morreu de overdose em 75, aos 27 anos de idade. John Wetton o substituiu no baixo do Uriah Heep. O grande parceiro de compor e se divertir David Byron, também foi demitido da banda, o motivo; alcoolismo. Com a entrada de novos componentes, o Hensley cansou! Sim ele próprio tinha problemas com a heroína, também.
Nem o sucesso dos solos “Proud Words On A Dusty Shelf” de 73 e “Eager To Please” de 75 fizeram o Hensley ficar no Uriah Heep.
Gravação para TV do July Morning, de 1972.
Ken se muda para os EUA e forma nova banda e lança o “Free Spirit” em 1980, mas sem o sucesso dos solos anteriores. Faz aparições em outras bandas e de modo geral curte a semi-aposentadoria precoce quando o produtor lhe informou sobre a morte do David Byron. Byron faleceu em conseqüência do alcoolismo, sozinho num apartamento num subúrbio de Londres. Aparentemente morreu num sábado e o corpo só foi descoberto numa quarta-feira. Ainda participou da Banda Blackfoot, de Jacksonville Flórida, mas as intermináveis tournées o fez cair fora depois do segundo disco.
O Hensley trava uma batalha inglória contra a heroína e depois de quase 10 anos reaparece com a gravação “From Time To Time”, uma coletânea de musicas dele nunca gravadas. Aqui cabe um parêntese, os músicos que cercam o Hensley são Ian Paice (Deep Purple, Whitesnake), Paul Kossof (Free) Boz Burell (King Crimson, Bad Company) entre outros.
A primeira banda do Hensley chamava se “The Gods” e tinha alem do Ken, apenas Gregg Lake, Lee Kerslake (Ozzy Osbourne, Uriah Heep) e Mick Taylor (Rolling Stones), sendo o primeiro batera o Nigel Olson (40 anos com o Elton John).
Show Comemorativo de 30 anos de Uriah Heep
Convidados; Ken Hensley e Thjiis Van Leer (Focus)
Depois de 2000 o Hensley já livre das drogas, se muda para Alicante na Espanha e retoma as atividades. Primeiro com um projeto que une o antigo vocal do Uriah Heep, o John Lawton. Juntos gravam antigos sucessos do Heep e sucessos próprios do Hensley, excurcionam com bastante sucesso. Em 2002 forma o Free Spirit e lança um guitarrista novo no mercado, o David Kilminster (Keith Emerson, Roger Waters). O “Running Blind” é gravado com orquestra sinfônica e o tour é um mega sucesso. Em 2004 lança o “The Last Dance” e em 2006 o “The Wizard Diaries” esse com a orquestra sinfônica de São Petersburgo. Com gigs marcados para agosto todos os anos desde 2000, o Ken é listado obrigatoriamente no MotoFest de Hamburgo, evento patrocinado pela Harley Davidson.
Em 2008 forma nova banda, dessa vez com músicos Islandeses. O Live FIre lança a opera Rock “Blood On The Highway” que conta com Glenn Huges, Jorn Lande (para quem não conhece, um dos melhores vocais de heavy metal, da nova geração), Eva Gallagher e o amigo inseparável, John Lawton. O Blood On The Highway conta a história da ascensão e queda de um ídolo do rock, as pressões das produtoras e gravadoras. Um discaço!
Nos últimos 4 anos lança “Faster” em 2011 e agora o “Love and Other Mysteries”. O Ken, alem disso ajuda e produz diversos novos talentos, inclusive a filha do Zuccero (Roqueiro Italiano).
A viceralidade da musica do Ken Hensley, não so no período Uriah Heep como também na carreira solo é um marco desse musico fantástico. Os anos iniciais do Heep tem musicas maravilhosas, e do “Santo Quarteto” o Heep talvez foi a banda de Heavy que mais “namorou” as fronteiras do progressivo. Outra “pegada” do Uriah Heep até por influencia do Hensley é uma pitada “Cigana” no rock. As baladas tem gosto de fogueira numa noite fria onde o vinho e o bom papo flui ao som de um violão de 12 cordas e flautas e violinos.
No set List da M.I.R. temos tocado Easy Living e July Morning e tem valido a pena porque os roqueiros de mais idade receberam superbem essas pérolas. Surprendentemente, em Ubá, fui questionado de forma positiva por 3 garotos, parabenizando a banda por tocar July Morning. Tinham adorado. Bem explica-se, Minas é o lugar mais progressivo do planeta e aquela terra pulsa musica maravilhosa.
Do Blood On The Highway com Jorn Lande nos vocais.
De 2008.
Os vídeos daqui do post vão falar por si só. Ken Hensley com ou sem Uriah Heep é uma bela influencia que vai render muito ainda. Tenho certeza de que em breve, verei outras bandas do circuito, tocando Uriah Heep.
Soren Lemche





