terça-feira, 10 de dezembro de 2013

STEVE VAI - THE STORY OF LIGHT TOUR 2013


Quem me conhece sabe que sou fã incondicional de Steve Vai. Na verdade, sempre adorei guitarras mas não tinha muita referencia quando o assunto eram os guitarristas em sí. Eu não conhecia sequer um por nome. Até que em meados de 91, Rock in Rio II, conheci Slash. Foi a minha primeira grande referencia em matéria de "Guitar Heroes". Mas, em 1993, meu irmão mais velho trouxe uma fita K7 e disse: "Acho que vc vai gostar disso aqui..." Botei os fones de ouvido e escutei "The Audience is Listening". Nunca mais fui o mesmo. O que era aquilo?! Uma mistura de Rock pesado, totalmente instrumental, visceral... uma guitarra que "falava" com você! Era Steve Vai. Na época eu já tocava violão, um pouco, mas já sabia onde eu queria chegar. Desde então, considero A MINHA MAIOR INFLUENCIA em matéria de guitarra. Não tenho como negar. Adoro todos os "Claptons", "Pages" e "Hendrixes"... mas Steven Ciro Vai é especial pra mim. Motivos não faltam, mas o que mais me impressiona é a forma como ele consegue fundir mente, corpo e alma em timbres e experiências sonoras. "Tira vida de cada acorde que toca", já dizia uma matéria da Guitar Player. Em 2000 tive a oportunidade de ir ao show "The Ultrazone Tour", no Rio. Foi uma das experiências mais inexquecíveis que tive. Assisti a passagem de som, consegui palheta, tirei fotos (queimaram todas!). Tipo o atual "meet and greet", só que de graça! Treze anos depois, ele está de volta!!! 

Steve Vai, um dos guitarristas mais adorados do mundo na verdade é um cara super humilde, simpático, falastrão... a coisa transcende o fato de tocar muito bem. Criticado como "presepeiro" por alguns (não podemos negar isso!), chega a ser subjulgado, por parecer que suas estrepolias acabam ofuscando a musica. Não concordo... O objetivo de Steve Vai ao fazer um show, é nos transportar para o mundo dele. Uma experiência musical de 3 horas sem intervalos onde a musica e a arte são celebradas. E se você ficou a maior parte do tempo colando os olhos na mão dele percorrendo a guitarra, ENTÃO VOCÊ PERDER BOA PARTE DO SHOW!. Musicos simplesmente excelentes formavam o time: Jeremy Colson na bateria, Philip Bynoe no Baixo, e um dos caras mais versáteis DO MUNDO assumindo as guitarras que Vai não pôde fazer: Dave Weiner!!!
 
Por que o destaque? Primeiramente por que Dave está aproximadamente a 15 anos na banda de Steve Vai! É muito comum entre uma tournê e outra Vai experimentar novos músicos , mas Dave sobreviveu à TODAS! Sabe porque? Por que assim como Tiago de Castro tocando Baixo no meu Projeto, a MADE IN ROCK (www.madeinrock.com.br) , Dave Weiner FAZ A SUA PARTE DA MELHOR FORMA POSSÍVEL! Steve Vai simplesmente não precisa de outro guitarrista. Agora compare a carreira solo de Dave com o trabalho que faz na Banda de Vai. São duas coisas completamente diferentes! Dave Weiner tem sua linguagem própria, uma habilidade técnica impecável tanto no Violão como na Guitarra e teclados, tem um site especializado em Aulas de Guitarra (http://riffoftheweek.com/), Além de ter toda a técnica para dar todo o suporte aos arranjos de Steve.


O Show começou pontualmente as 23:00, BO no palco, vinheta de abertura e ROCK N' ROLL!
"Racing the World" abre a noite. Interessante como Steve sabe começar um show de forma impactante. Outra do Disco "The Story of Light", "Velorum" com lindos contrastes e um "refrão melódico" cativante.
Vai troca de guitarra diversas vezes durante o show, Cada uma com timbre e/ou afinação distintas. Era hora de "Building the Church" com uma guitarra espelhada com luzes nas marcações e afinada um tom abaixo. Muito interessante como ele tenta não se repetir de um disco para o outro, sempre desenvolvendo ou ressuscitando técnicas diferentes. "Two Hands Tapping", por exemplo é uma técnica presente nessa musica dando um efeito mais que apenas visual, e Vai fez de uma maneira diferente.


Uma das grandes obras-primas de Steve Vai sem dúvida foi o Album "Alien Love Secrets" e no show foi "Tender Surrender" que arrancou longos aplausos. Uma das minhas prediletas e acho que não pode faltar em show nenhum! Outra de seu álbum atual foi  "Gravity Storm" com uma Guitarra no formato de Stratocaster e também afinada um Tom Abaixo.
 
Além de trocar de guitarras, Vai também troca de Figurino. Para isso abre bastante espaço para os musicos da banda que dão dinâmica ao show, prende sua atenção e divulga o trabalho dos caras. Uma coisa muito louvável vinda do frontman. Dave Weiner vendeu seu peixe muito bem tocando "The Trillium's Launch" uma das obras mais lindas que já ouvi no Violão.


"Weeping China Doll", com um pedal Whammy Modificado e Guitarra de 7 cordas marca a volta de vai com novo figurino. Clássicos como "Answers" e "The Animal" marcam com belíssimas interações entre vai e a banda, com Frases intensas de bateria e duetos de guitarra. O Hino "Whispering a Prayer" emocionou o publico ao ser encarado "olho no olho", quase que um por um da plateia por Steve Vai, antes de começar o tema. Fato Curioso: não é a primeira vez que vejo Roadies entrarem para dar suporte em alguns instrumentos em determinadas canções. Nesse caso, Dave Weiner foi para o Teclado enquanto o Roadie ficou no Violão. Sequencers foram frequentemente usados. Me pareceu que Steve estava com um backline reduzido, não sei se pelo tamanho do Circo Voador ou para reduzir custos. Seu Gear já não era mais a "nave espacial" de antes Os Amps eram de uma linha anterior da Carvin Legacy (alugados???). Me corrijam se eu estiver errado... os tempos são outros...
"The Audience is Listening", a musica que mudou a minha visão Guitarrística, foi um SOCO NO OLHO!

Um ponto altíssimo dos shows de Vai é a Dinâmica. São 3 horas de show sem ser cansativo pois sua atenção é conquistada a cada minuto. Vai não para quieto no palco, Brinca com o público, joga palhetas quando vc menos espera, interage com sua banda o tempo todo e com toda a equipe. Mas tudo bem dosado.


No momento acústico, Vai aproveitou para cantar e aproveitar momentos cômicos com o Baterista Jeremy Colson que entra no palco com uma Bateria feita de... lixo... Lindas canções como "The Moon and I", "Rescue Me or Bury me" foram aclamadas. A "SUPER ZAPPA" "Pusa Road" foi tocada na íntegra Trechos de "Angel Food", "Sisters" e "Salamanders in the Sun" foram momentos de encher os olhos. Acabando o set Acústico, Jeremy volta para seu posto e faz um belo solo de Bateria até abrir para a volta de Vai, fantasiado de... Alien (?) sei lá... uma criatura meio Cyborg... coisas de Steve... para tocar "The Ultrazone" um flerte que teve com o "Techno", uma tendência no final dos anos 90. Senti falta da guitarra "alien", feita especialmente para este momento do Show...





Dave Weiner assume de novo e faz improvisos enquanto vai troca outra vez de roupa... quando volta, toca "Frank", uma das surpresas mais carinhosas do Show... pra mim o ponto culminante! Uma singela homenagem à seu Mestre, amigo e mentor, Frank Zappa.
 
Vai chama 3 pessoas da plateia (aleatoriamente???) para o palco para construírem uma Canção juntos... esse momento já é conhecido e divertido de se ver. Os sortudos viram o restante do show de cima do palco. Muita interação com o público e piadas no estilo americano caíram bem.



FOR THE LOVE OF GOD nunca poderá ser deixada de lado! É uma das musicas mais importantes da carreira de Steve Vai e Finalmente um épico final com "Taurus Bulba", movimento final de "Fire Garden Suite", PROG METAL da melhor qualidade.

 
O fato de Vai tocar muito não  é novidade a muito tempo. Gostar de Steve Vai ou não é uma simples questão pessoal. É muito mais fácil taxa-lo como mais um "presepeiro" e ignorar o fato de que "detalhes" como figurino, caras e bocas, excentricidades no palco FAZEM PARTE DO SHOW. Afinal dificilmente aguentaríamos 3 horas de notas ao vento sem sentido algum, sem contrastes de clima, contornos, dinâmica, interação e outras coisas que Steve faz questão de dar atenção. É inegável que ele tenha as qualidades de um musico ideal. É disciplinado, extremamente estudioso, emotivo, criativo... e olha que, aqui não estou falando como fã. Perfeccionista, consegue fazer a fusão técnica x emoção de forma ímpar, coisa que o difere de muitos outros "virtuosos" que acabam ficando mecânicos demais e enjoativos. Original, Steve Vai dificilmente se repete a cada novo projeto. Experimenta sem medo de chocar, indo muito além do Rock n' Roll... sua musica é muito mais abrangente, difícil de rotular. Nos seus shows, ele passa uma energia muito boa, uma experiência musical única, divertida, bem humorada, emotiva, cativante... e você não necessariamente precisa ser músico para gostar. Basta apenas gostar de musica ;)
O maior presente que pude levar disso tudo foi: Muitas fotos tiradas bem de perto, uma palheta bem gasta e muitas, muitas boas lembranças...
 
Eu sou Ronald Sales e este é o meu Blog ;)
 
Fotos tiradas por Ronald Sales.






 





 

 





 


 


 

















 


 




 

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Comentários ofensivos, prejorativos e depreciativos e com palavras de baixo calão, Serão sumáriamente deletados ! ! !