ALLMAN BROTHERS BAND
Os
irmãos Allman, Gregg e Duane formaram banda, ainda jovens, lá pelos 1963-64, na
Florida onde nasceram. Gregg no órgão Hammond e o Duane na guitarra sempre
davam um jeito de buscar bons talentos musicais para apoiar os seus projetos. O
Hourglass chamou atenção da gravadora e logo foram relocados para Los Angeles.
Depois de dois discos a Liberty dispensa a banda, mas mantem o Gregg sob
contrato. Gregg fica em Los Angeles e os outros voltam para a Florida onde a
Hourglass é reformulada. O Duane chama o Butch Trucks o Dicky Betts e Barry
Oakley e fazem jamms de muito sucesso nos bares e nos eventos de motociclismo
local. Uma gravadora se interessa pelo projeto e rapidamente o Gregg é chamado
para compor o que seria The Allman Brothers Band. Assim fazem em 69 o The
Allman Brothers Band, o primeiro LP que é bem recebido pela critica. Em seguida
lançam o Idlewide South, já com o produtor Tom Dowd.
A
sonoridade diferenciada, até por terem dois bateras, duas guitarras, um baixo e
um Hammond, fundou os alicerces daquilo que chamamos hoje, erradamente, de
Southern Rock. Lembrando apenas que o Rock nasceu no Sul dos EUA, portanto todo
o resto é na verdade “Elsewhere Rock” sendo o “Southern Rock” o rock original.
O Allman Brothers incorporam Jazz, Blues e rock e nunca tiveram vergonha de
estender os riffs ou os solos, para dentro de progressões que fugiram do rock
4/4 de 3 minutos.
Com os covers de Willie Dixon, Muddy Waters (Hoochie Coochie Man) e Mckinley Morganfield o ABB arrebanha uma legião de fãs não só na Florida mas a fama se estende á Atlanta, Georgia.
A gravadora coloca eles para abrir shows do Greatfull Dead e ao longo de meses intermináveis vão para a estrada ora como atração principal ora como “opening act”. O sucesso de vendas dos primeiros discos rendem um convite para o memorável show do Fillmore East. No inicio de 71 o ABB grava o Live At The Fillmore East, um álbum duplo com o que havia de melhor da banda. A revista Rolling Stone considera o Live At The Fillmore East, o numero 49 da lista dos 500 maiores albums de rock de todos os tempos. O Lado 1 tem Statesboro Blues, Done Sombody Wrong e Stormy Monday (tudo cover!) O lado 2 tem You Don’t Love Me que rola por 19 minutos. O Lado 3 é Hot Lanta e In Memory Of Elizabeth Reed (esses autorais do Gregg e do Dicky Betts) e no ultimo lado, o Whipping Post, rolando quase 23 minutos. Um blues que vira uma jamm inacreditável. O LP é um sucesso estrondoso e influencia milhares de bandas de garagem. Com a banda no auge da fama e fortuna, o Duane se une ao Eric Clapton e se refugiam no Derek And The Dominoes onde nasce o clássico Layla.
Com os covers de Willie Dixon, Muddy Waters (Hoochie Coochie Man) e Mckinley Morganfield o ABB arrebanha uma legião de fãs não só na Florida mas a fama se estende á Atlanta, Georgia.
A gravadora coloca eles para abrir shows do Greatfull Dead e ao longo de meses intermináveis vão para a estrada ora como atração principal ora como “opening act”. O sucesso de vendas dos primeiros discos rendem um convite para o memorável show do Fillmore East. No inicio de 71 o ABB grava o Live At The Fillmore East, um álbum duplo com o que havia de melhor da banda. A revista Rolling Stone considera o Live At The Fillmore East, o numero 49 da lista dos 500 maiores albums de rock de todos os tempos. O Lado 1 tem Statesboro Blues, Done Sombody Wrong e Stormy Monday (tudo cover!) O lado 2 tem You Don’t Love Me que rola por 19 minutos. O Lado 3 é Hot Lanta e In Memory Of Elizabeth Reed (esses autorais do Gregg e do Dicky Betts) e no ultimo lado, o Whipping Post, rolando quase 23 minutos. Um blues que vira uma jamm inacreditável. O LP é um sucesso estrondoso e influencia milhares de bandas de garagem. Com a banda no auge da fama e fortuna, o Duane se une ao Eric Clapton e se refugiam no Derek And The Dominoes onde nasce o clássico Layla.
Logo
depois o Duane morre em acidente de moto e o Dicky Betts assume a guitarra
lead. Não contratando um novo guitarrista, optam por chamar o Chuck Leavell
para fazer pianos.
Terminam
a gravação do Eat a Peach e caem novamente na estrada.
O
Dicky e o Chuck trazem para o ABB uma pegada mais jazzística com ainda fortes
influencias do Blues “raiz”, assim em 72 começa a tomar corpo o álbum Brothers
and Sisters. Porém outro acidente, dessa vez com o Barry Oakley adiam as
gravações do Brothers and Sisters. Sim Barry faleceu um ano depois do Duane,
também de acidente de moto. Rambling Man e Jessica, ambas composições do Dicky,
fazem do Brothers and Sisters um dos maiores albums da história do Rock Sulino
americano. Sucesso de vendas e o primeiro lugar nas paradas de sucesso ao longo
de todo o segundo semestre de 73. Até hoje tem Rambling Man e Jessica em todos
os “Jukebox” espalhados pelo interior dos EUA.
No
esteio do Allman Brothers vieram The Charlie Daniels Band, The Marshall Tucker
Band e o Lynyrd Skynyrd, para citar apenas as mais conhecidas. O Lynyrd repetiu
até o formato com dois bateristas no palco.
Interessante
é comparar o som dos Allman Brothers com o de Carlos Santana e aqui falo do
Santana inicial; Santana, Abraxas e Santana III. É impressionante a semelhança
da sonoridade.Ouvindo “One Way Out”, “In Memory..”, “Whipping Post”, “Drunken Hearted Boy”, “Rambling Man”, “Jessica”, “Stormy Monday”, “You Don’t Love Me”, era nítido que as bandas citadas tinham que ser influenciadas por esse tipo de rock. O Lynyrd com “Sweet Home Alabama”, “Freebird”, “Simple Man” e ”That Smell” consolida o genero. Já o Charlie Daniels Band e o Marshall Tucker enveredam por um caminho cross-over entre Allman Brothers e Gratefull Dead.
Depois do sucesso do Brothers and Sisters, e duas baixas na banda, por morte. Nada mais natural do que a decadência. Diga-se de passagem que os Allman Brothers até que chegaram bem longe apesar do descontrolado consumo de drogas. O Butch Trucks descreve a coisa como uma banda que sempre estava “ligada” em alguma coisa. Só que para o Gregg isso era levado muito á sério. Gregg sai da banda, casa com a Cher, separa dela e casa com ela denovo. Segue carreira solo e tem algum sucesso. O Dicky Betts segue o mesmo caminho, e o Chuck Leavell forma o Sea Level com o restante da banda e segue com os Rolling Stones. Rola alguns “Reunions” e novo material é lançado, aqui recomendo apenas o Seven Turns de 1990 e claro, alguns Live como o do Beacon Live. Dos guitarristas que passam pelo ABB na ausência do Dicky, cito apenas o Warren Haynes, Derek Trucks (sobrinho do Butch Trucks) e o Zack Wylde. Haynes sai do ABB e forma o Gov’mt Mule que é outra banda que vale a pensa pesquisar.
One Way Out - Allman Brothers no Rock n Roll Hall Of Fame 1995
A briga entre o Dicky Betts e o Gregg chega em níveis insustentáveis. Enquanto os dois bebiam e se drogavam dava para controlar as desavenças. Mas quando o Gregg é diagnosticado com Hepatite C e tem um transplante de fígado indicado, e com isso o medico lhe deu um aviso que ele, Gregg, levou á sério. Parar de beber e de se drogar. Assim o Dicky é “saído” da banda de forma irreversível. O Transplante do Gregg foi um sucesso e ele já voltou á ativa, tanto no projeto solo como á frente de um Allman Brothers renovado.
Para
uma banda como a M.I.R. é impossível não reconhecer a influencia do Allman
Brothers, mesmo porque os integrantes da Allman Brothers individualmente dão
uma contribuição fundamental na estrutura sonora da M.I.R. A base do Hammond e
a genialidade do Chuck Leavell no piano certamente é uma influencia enorme.
(Não esquecer que o Leavell é pianista dos Rolling Stones há quase 30 anos!),
assim caros amigos considero a Allman Brothers uma baita influencia e espero
poder um dia tocar musicas do Fillmore East com a MIR.
ABB fez algo nada comum que é unir dois bateristas na mesma banda - e por que não?? se bem que o baterista é a peça mais complicada de de achar ao montar uma banda!!!
ResponderExcluirAlém disso ABB conseguiu outras grandes proezas:
Chuck Leavell, um dos maiores pianistas vivos do Mundo, deixou grandes impressões no ABB.
"Jessica" e "Jelly Jelly" tão aí pra mostrar isso.
"Brothers and Sisters", na minha opinião, um dos melhores discos para se "iniciar" na pesquisa raiz de "Southern Rock" (sem ofensas) e para pesquisar Blues também.
Timbres marcantes de Dickey Betts... uma guitarra inconfundível e frases perfeitas e nem tão fáceis de executar!. Enfim uma Aula de musicalidade. Boas bandas de rock geralmente tem bons musicos que se destacam por suas qualidades.