segunda-feira, 16 de julho de 2012

R.I.P, JON LORD - O Rock perde mais um de seus Magos...



"O músico Jon Lord, cofundador e tecladista do Deep Purple, morreu aos 71 anos nesta segunda-feira (16) após sofrer uma embolia pulmonar. Ele tinha câncer no pâncreas e estava ao lado de sua família na London Clinic na hora de sua morte.
Lord foi um dos fundadores do Deep Purple em 1968, permanecendo no grupo até 2002, quando anunciou sua aposentadoria e foi substituído por Don Airey.
O músico está entre os compositores da famosa canção "Smoke on the water". Um de seus mais conhecidos "riffs" de teclado está em "Child in time", do disco "Deep Purple in rock", de 1970.
Divulgado pelos representados do músico, o anúncio de sua morte afirma: "Jon partiu da escuridão para a luz". Lord deixa mulher e duas filhas.
Além do Deep Purple, Jon Lord também trabalhou com artistas como Whitesnake, Paice, Ashton & Lord, The Artwoods e Flower Pot Men. Ele também é conhecido por seu trabalho com a música clássica, gênero presente especialmente em sua carreira solo, em discos como "Gemini suite" (1971), "Windows" (1974) e "To notice such things" (2010)."
 
Fonte: site g1.globo.com

Jon Lord era um exímio pianista, um visionário "piloto de hammond" (o maior de todos, na minha opinião), compositor tanto de Rock como de Musica de Concerto, enfim, O Rock perdeu e muito.
Famoso pelos riffs "guitarrísticos" que executava com maestria em sua "Besta", apelido carinhoso dado a seu poderoso Orgão Hammond plugado em um amp de guitarra Marshall no vol 11, Lord fritava as teclas e dava uma base muito bem fundada para Richie Blackmore imortalizar canções do Deep Purple. Mas a glória não ficava apenas para o Guitarrista! Na verdade, Lord se destacava de uma forma impressionante (A Maioria das bandas de Rock destacavam mais o vocal e as guitarras) com seu timbre ardente com riffs e solos imortalizados em canções como "Highway Star", "Smoke on the Water", "Lazy", "Perfect Strangers", só para citar as mais óbvias.

Jon Lord falando sobre "The Beast", seu Hammond Turbinado.
De maneira alguma estamos dizendo que Jon Lord era "um guitarrista que toca teclado" ! NÃO MESMO!!! Jon Lord aumentou em muito a popularidade do famoso e lendário orgão Hammond B3 assim como Roger Hodgson (SUPERTRAMP) está para o Wurlitzer e Ray Manzarek (THE DOORS) para o Vox/Farfisa.

"Burn" - Repare na influência "Erudita" de Lord na 2a parte do solo II em marcha harmônica com o Hammond.

Com seu Timbre e fraseado é inconfundivel, Lord também foi responsável, junto com Blackmore, a enxertar boas pitadas de Contraponto e Fuga nas musicas do Deep Purple, influência da musica de concerto, uma das paixões que o fez em 2002 deixar a banda para se dedicar exclusivamente à carreira de Compositor de Musica de Concerto (erradamente conhecida como musica "erudita").

Solo de Jon Lord abrindo a musica "When a Blind Man Cries", mostrando muito de sua musicalidade.

Uma das últimas apresentações filmadas de Jon Lord junto com outro mago dos teclados: Rick Wakeman

O Rock fica órfão mais uma vez, com essa perda irreparável. Mas o que fica são as obras primas que Jon Lord deixou em todas as bandas por que passou. Timbres nunca imaginados anteriormente hoje são lembrados por seus fãs. Riffs imortais e uma ideologia mais que saudavel, ensinando que o musico NUNCA pode parar de estudar é o que Jon Lord deixa de lição em meu coração...

Jon Lord 9 Junho 1941 – 16 Julho 2012. 

Eu sou Ronald Sales e esse é o meu Blog :.(






segunda-feira, 9 de julho de 2012

Allman Brothers Band





ALLMAN BROTHERS BAND

 Cito aqui nos nossos perfis o Allman Brothers Band, onde paradoxalmente não temos nenhuma musica deles no nosso set lits, ainda. Mas é inegável a influencia do Allman Brothers no rock de modo geral e explico porque.

Os irmãos Allman, Gregg e Duane formaram banda, ainda jovens, lá pelos 1963-64, na Florida onde nasceram. Gregg no órgão Hammond e o Duane na guitarra sempre davam um jeito de buscar bons talentos musicais para apoiar os seus projetos. O Hourglass chamou atenção da gravadora e logo foram relocados para Los Angeles. Depois de dois discos a Liberty dispensa a banda, mas mantem o Gregg sob contrato. Gregg fica em Los Angeles e os outros voltam para a Florida onde a Hourglass é reformulada. O Duane chama o Butch Trucks o Dicky Betts e Barry Oakley e fazem jamms de muito sucesso nos bares e nos eventos de motociclismo local. Uma gravadora se interessa pelo projeto e rapidamente o Gregg é chamado para compor o que seria The Allman Brothers Band. Assim fazem em 69 o The Allman Brothers Band, o primeiro LP que é bem recebido pela critica. Em seguida lançam o Idlewide South, já com o produtor Tom Dowd.

                                                                      Statesboro Blues - Live.

A sonoridade diferenciada, até por terem dois bateras, duas guitarras, um baixo e um Hammond, fundou os alicerces daquilo que chamamos hoje, erradamente, de Southern Rock. Lembrando apenas que o Rock nasceu no Sul dos EUA, portanto todo o resto é na verdade “Elsewhere Rock” sendo o “Southern Rock” o rock original. O Allman Brothers incorporam Jazz, Blues e rock e nunca tiveram vergonha de estender os riffs ou os solos, para dentro de progressões que fugiram do rock 4/4 de 3 minutos.
Com os covers de Willie Dixon, Muddy Waters (Hoochie Coochie Man) e Mckinley Morganfield o ABB arrebanha uma legião de fãs não só na Florida mas a fama se estende á Atlanta, Georgia.
A gravadora coloca eles para abrir shows do Greatfull Dead e ao longo de meses intermináveis vão para a estrada ora como atração principal ora como “opening act”. O sucesso de vendas dos primeiros discos rendem um convite para o memorável show do Fillmore East. No inicio de 71 o ABB grava o Live At The Fillmore East, um álbum duplo com o que havia de melhor da banda. A revista Rolling Stone considera o Live At The Fillmore East, o numero 49 da lista dos 500 maiores albums de rock de todos os tempos. O Lado 1 tem Statesboro Blues, Done Sombody Wrong e Stormy Monday (tudo cover!) O lado 2 tem You Don’t Love Me que rola por 19 minutos. O Lado 3 é Hot Lanta e In Memory Of Elizabeth Reed (esses autorais do Gregg e do Dicky Betts) e no ultimo lado, o Whipping Post, rolando quase 23 minutos. Um blues que vira uma jamm inacreditável. O LP é um sucesso estrondoso e influencia milhares de bandas de garagem. Com a banda no auge da fama e fortuna, o Duane se une ao Eric Clapton e se refugiam no Derek And The Dominoes onde nasce o clássico Layla.

                                                 Rambling Man - do Brothers and Sisters de 1973





Logo depois o Duane morre em acidente de moto e o Dicky Betts assume a guitarra lead. Não contratando um novo guitarrista, optam por chamar o Chuck Leavell para fazer pianos.

Terminam a gravação do Eat a Peach e caem novamente na estrada.

O Dicky e o Chuck trazem para o ABB uma pegada mais jazzística com ainda fortes influencias do Blues “raiz”, assim em 72 começa a tomar corpo o álbum Brothers and Sisters. Porém outro acidente, dessa vez com o Barry Oakley adiam as gravações do Brothers and Sisters. Sim Barry faleceu um ano depois do Duane, também de acidente de moto. Rambling Man e Jessica, ambas composições do Dicky, fazem do Brothers and Sisters um dos maiores albums da história do Rock Sulino americano. Sucesso de vendas e o primeiro lugar nas paradas de sucesso ao longo de todo o segundo semestre de 73. Até hoje tem Rambling Man e Jessica em todos os “Jukebox” espalhados pelo interior dos EUA.
No esteio do Allman Brothers vieram The Charlie Daniels Band, The Marshall Tucker Band e o Lynyrd Skynyrd, para citar apenas as mais conhecidas. O Lynyrd repetiu até o formato com dois bateristas no palco.
Interessante é comparar o som dos Allman Brothers com o de Carlos Santana e aqui falo do Santana inicial; Santana, Abraxas e Santana III. É impressionante a semelhança da sonoridade.
Ouvindo “One Way Out”, “In Memory..”, “Whipping Post”, “Drunken Hearted Boy”, “Rambling Man”, “Jessica”, “Stormy Monday”, “You Don’t Love Me”, era nítido que as bandas citadas tinham que ser influenciadas por esse tipo de rock. O Lynyrd com “Sweet Home Alabama”, “Freebird”, “Simple Man” e ”That Smell” consolida o genero. Já o Charlie Daniels Band e o Marshall Tucker enveredam por um caminho cross-over entre Allman Brothers e Gratefull Dead.
Depois do sucesso do Brothers and Sisters, e duas baixas na banda, por morte. Nada mais natural do que a decadência. Diga-se de passagem que os Allman Brothers até que chegaram bem longe apesar do descontrolado consumo de drogas. O Butch Trucks descreve a coisa como uma banda que sempre estava “ligada” em alguma coisa. Só que para o Gregg isso era levado muito á sério.  Gregg sai da banda, casa com a Cher, separa dela e casa com ela denovo. Segue carreira solo e tem algum sucesso. O Dicky Betts segue o mesmo caminho, e o Chuck Leavell forma o Sea Level com o restante da banda e segue com os Rolling Stones. Rola alguns “Reunions” e novo material é lançado, aqui recomendo apenas o Seven Turns de 1990 e claro, alguns Live como o do Beacon Live. Dos guitarristas que passam pelo ABB na ausência do Dicky, cito apenas o Warren Haynes, Derek Trucks (sobrinho do Butch Trucks)  e o Zack Wylde. Haynes sai do ABB e forma o Gov’mt Mule que é outra banda que vale a pensa pesquisar.

                             One Way Out - Allman Brothers no Rock n Roll Hall Of Fame 1995

A briga entre o Dicky Betts e o Gregg chega em níveis insustentáveis. Enquanto os dois bebiam e se drogavam dava para controlar as desavenças. Mas quando o Gregg é diagnosticado com Hepatite C e tem um transplante de fígado indicado, e com isso o medico lhe deu um aviso que ele, Gregg, levou á sério. Parar de beber e de se drogar. Assim o Dicky é “saído” da banda de forma irreversível.  O Transplante do Gregg foi um sucesso e ele já voltou á ativa, tanto no projeto solo como á frente de um Allman Brothers renovado.


Para uma banda como a M.I.R. é impossível não reconhecer a influencia do Allman Brothers, mesmo porque os integrantes da Allman Brothers individualmente dão uma contribuição fundamental na estrutura sonora da M.I.R. A base do Hammond e a genialidade do Chuck Leavell no piano certamente é uma influencia enorme. (Não esquecer que o Leavell é pianista dos Rolling Stones há quase 30 anos!), assim caros amigos considero a Allman Brothers uma baita influencia e espero poder um dia tocar musicas do Fillmore East com a MIR.

sábado, 7 de julho de 2012

COMENTÁRIOS

Por uma dessas coisas inexplicáveis da Blogger, Vários comentários foram parar na Caixa Spam e não tem como publicar. Assim perdemos comentários valiosos de diversos amigos que poderiam contribuir significativamente com os debates.

Espero ter corrigido o problema agora. Continuem comentando.

Abraços