segunda-feira, 7 de maio de 2012

Prog Rock Parte II

Uma das coisas que atraíram o pulico para o gênero, com certeza foi a grande vitrine de bons músicos, como mencionei abaixo. Junto a isso, os lançamentos de bons singles como por exemplo o mega sucesso do “A Whiter Shade Of Pale” do Procol Harum, “Nights In White Satin” do Moody Blues e do “Jeffs Bolero” do Jeff Beck, só para mencionar alguns. Bandas e mais bandas se formaram e as trocas de músicos entre essas bandas se tornaram comuns, assim temos uma arvore “genealógica” com diversos músicos cruzando caminhos ao longo da história do progessivo.
Não tem como falar de Progressivo sem mencionar Canterbury. Uma região perto de Kent, UK, de onde veio uma leva grande de músicos que ajudaram a formar uma corrente pioneira do prog. As bandas Soft Machine e Gong eram precursores da mistura de jazz com o rock, numa forma mais livre onde o improviso era mandatório com clareza estética e letras “viajantes”. Na segunda leva do Canterbury vieram Caravan e Camel, sim até o Andy Summers do Police veio dessa turma. Mas Alan Holdsworth e Steve Hillage e Andy Latimer são os que mais se destacaram no gênero Canterbury.
Enquanto isso, na periferia de Londres se formavam o Yes, o Genesis, The Nice, King Crimson, Rennaissance, o UK e tantos outros. Todos saudáveis e já saboreando o sucesso imediato dos seus trabalhos iniciais. Tendo em comum uma linha melódica bem mais sinfônica e porque não; majestosa. Lembrem se que o Prog vem no esteio do declínio da segunda onda do Rock n Roll, onde apenas os Beatles, os Rolling Stones, The Who, Kinks, Monkeys, Animals, Faces e claro, Elvis Presley sobreviveram. O Pop por sua vez ia de vento em poupa.
A industria dos instrumentos estava bombando, os constantes lançamentos de novos sintetizadores e guitarras cada vez mais sofisticados, com pedais que puxavam limites inimagináveis, o universo sonoro se expandia. Pianos, Orgão Hammond e o Fender Rhodes eram lentamente substituídos por Farfisas, Oberheims, ARP’s Mellotrons e Moogs, e junto a isso mais e mais elementos clássicos fariam parte dos arranjos dessas bandas.
Esse é o som do rock progressivo, assistam e comentem. Logo mais o capitulo III
By Soren Lemche

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