domingo, 20 de maio de 2012

"Formei uma Banda de Rock!!! E agora?..." - Parte IV

Publico Alvo
Uma história real:
Nos idos de 2001, tinhamos uma banda voltada para o mercado autoral. Tocávamos poucos covers mas não era a prioridade. Estávamos sedentos por um tão sonhado "show pago" onde poderiamos mostrar nosso trabalho e receber algum dinheiro no final da noite. A oportunidade chegou! Uma festa num sábado a noite em um clube na Zona Norte do Rio de Janeiro. O organizador queria algo novo para o estabelecimento, dar uma renovada, ah, também queria um show animado de preferência Pop Rock nacional anos 80. Mas espera... Não éramos propriamente uma banda cover de nacional, muito menos pop rock. Mas éramos animados!!! Pensamos em desistir mas acabamos aceitando o "desafio" de embalar o publico com nossas musicas e mais uns covers internacionais dos anos 70 e 90. "Vamos quebrar tudo! Dar o melhor de nós e temos certeza que o publico vai se contagiar!", Pensávamos...
Sábado, 22:00 chegamos no local do evento. Dava pra ver o lado de fora as luzes nas cores Rosa chock, Azul claro e Neon (?!)... ah, o DJ tava tocando "Celebration" do Kool & the Gang. Entramos e vimos o publico da casa: Tiozinhos, Pais de família com suas filhas adolescentes e seus respectivos namorados marombados, Jovens senhoras desacompanhadas. Discos de Vinil pendurados no teto, seguranças 3x4 com um dente na boca que era o suficiente para impor respeito. Até que o DJ toca uma musica do "Trem da alegria"... (glump). ESTÁVAMOS NO MEIO DE UMA FESTA PLOCK!!!
Pra ser exato, não eramos o "perfil" da festa. Eramos uma banda de Hard Rock que tocava musicas próprias e poucos covers de Deep Purple, Aerosmith, Guns n' Roses, etc. Não exatamente o que o publico esperava ouvir naquela festa. Bem, vamos quebrar tudo né!!
Começamos o show com "Nightrain" do Guns n' Roses pra impor respeito, certo? O público meio que sem entender nada do que estava acontecendo, ouvia e batia o pé um pouco (MUITO!!!) assustado. O contratante do evento estava com uma típica cara de "nada" e os braços cruzados. Então nosso vocalista grita: "o que vcs querem ouvir?!!!"
- Beatles!!!
- Legião!!!
- Toca Raul!!!
... responde o publico, dentre outros estilos. Bem vamos continuar o show. Tocamos uma musica própria e cometemos o erro de anunciar que a musica era nossa! O publico que já não estava entendendo nada, começou a virar e conversar coisas triviais do dia a dia enquanto o "pau comia" em cima do palco. Até que uma linda Jovem Solteira já bêbada invade o palco e agarra nosso guitarrista, aparentemente querendo mandar um recado pelo microfone. Nosso vocalista, para não ser indelicado permitiu que ela falasse no seu ouvido o recado. Nós da banda não entendemos nada até que ele fala no microfone: "... oque? vc está me dizendo que aqui só tem viado? Pessoal, essa menina está me dizendo que aqui só tem viado..." (?!) Sabe quando vc escuta um som de "ooooooohhhhh" (pessoas chocadas...)? Surgiram alguns marombados indignados gritando "quem é viado aqui?!" ameaçando nosso vocalista que apenas inocentemente transmitiu o recado dado pela gostosa (muito gostosa!!!) bêbada que invadiu o palco. Fim da terceira música... nosso vocalista fala:
"Valeu galera, um grande beijo para todos , Tchau!!!"
Os que se ofenderam com a declaração anterior ainda estavam querendo quebrar nosso vocalista, o contratante estava "vendido" indignado com o que viu e pela breviedade da apresentação entre outros problemas. Até que ouço do nosso roadie: "Anda logo que a chapa tá esquentando!!!". Nunca desmontei meu equipamento TÃO RAPIDAMENTE como naquela noite...
Chegamos a uma parte delicada do assunto. Nenhuma banda sobrevive se não tiver um publico que curta o seu som. Então com estilo e Repertório definidos, onde podemos achar quem curte o som da sua banda?
Se sua banda é excencialmente Pop, não é tão dificil achar seu público. Bares, Casas noturnas, Casas de Shows é o que não falta querendo banda que toque o que está "bombando" recentemente. O Bom e velho Rock nacional sempre é bem aceito na maior parte dos estabelecimentos. Basta seguir as dicas dadas no post anterior sobre repertório. Dificilmente as pessoas que vão relaxar numa sexta à noite não vão curtir a onda do Pop Rock da juventude deles, e pq não algo atual que a banda toque?
Agora se sua banda é um pouco mais "específica", eu pessoalmente conheço 3 opções interessantes para mostrar o trabalho. Casas voltadas para o publico Rock como Pubs, a Cena Independente e o Motociclismo. Falarei melhor sobre cada um deles em breve, mas o que vcs precisam saber até aqui é que SIM, tem público para sua banda!
Pubs geralmente são lugares aconchegantes onde os frequentadores querem escutar boa musica, geralmente Rock. Uns mais "xiitas" outros mais flexíveis, onde Lado A é sempre bemvindo e Lado B é totalmente DESEJÁVEL!
A Cena Independente é mais voltada para bandas Autorais. Cover por aqui, quanto menos melhor. É um universo em que varia entre as grandes produções (independentes, claro!!) onde excelentes cachês são pagos descendo até as mais improvisadas onde as bandas tem que "ralar" muito para vender ingresso ou pior... pagar para tocar! Se isso tudo vale a pena ou não é uma outra história, afinal temos de "Olheiros" que vão aos eventos para procurar algo novo à pessoas que apenas querem se aproveitar de bandas sonhadoras e inocentes. Mas... não queria encontrar publico para ouvir o som da sua banda autoral? Provavelmente lá está ele!
O Motociclismo, na minha opinião (e de muitos outros também), é o movimento que mais valoriza o Rock no Brasil. Contrata, Paga, Faz questão da qualidade, divulga... porém é mais voltado para o cover. Autoral aqui é muito arriscado. Conheço poucos (herois!) que conseguem viver de Autoral por aqui, mas mesmo estes são extremamente cautelosos! Porém o gosto desse tipo de publico não é de apenas rock 50s - 70s. Os Roqueiros que gostam dos clássicos, levam suas famílias cujos filhos gostam de Rock 90s e do Rock atual. Isto é: vc pode explorar 50 anos de Rock para um publico que vai querer ouvir sua banda. Basta ser esperto!!! Veja os posts anteriores sobre estilo e repertório para ajudar e Rock neles!

Caros amigos, não existe uma verdade absoluta de como chegar lá, mas aqui eu compartilho o que aprendi até agora com meus erros e acertos e espero que ajude vcs de uma forma ou de outra. A história verídica contada no inicio deste post é para mostrar que não basta ser um público. Tem que ser O PUBLICO certo para o Tipo certo de Banda. Valeu a pena se arriscar tocando para um publico TOTALMENTE DIFERENTE do nosso estilo na época? Sim e NÃO! Sim, porque só assim tive a experiencia para poder contar no blog; e NÃO, por todo o resto!!! Definitivamente não era o nosso Público Alvo. Ah, o tão esperado cachê? Não foi daquela vez... 

Eu sou Ronald Sales e esse é o meu blog ;)  

quinta-feira, 10 de maio de 2012

"Formei uma Banda de Rock!!! E agora?..." - Parte 3

REPERTÓRIO


Dois integrantes conversam sobre que Músicas tocar na banda (Cover)... situação muito comum:

"Agora definimos nosso estilo! Hard Rock!! Certo, pessoal?? Vamos então escolher nosso repertório!!! Quais Músicas vamos tocar do Guns n' Roses?
"Sweet Child o' Mine?" 
R: não!! muito batida!!! Todo mundo toca!
"Knocking on Heaven's Door??"
R: não...Muito Lado A!
"Coma???"
R: não... Muito Lado B!! ninguém toca!!!
"`Don't cry?"
R: Muito 'Leve'
"You Could be mine?"
R: Muito 'pesada'

(?!) tenha dó né!!!

Qual das opções vcs, caros leitores escolheriam? Opinião minha: EU TOCARIA TODAS ELAS! :)
Porquê??

"Sweet Child o' Mine?" 
R: não!! muito batida!!! Todo mundo toca!  
(Se todo mundo toca é porque o público curte ;) )


"Knocking on Heaven's Door??"
R: não...Muito Lado A! 
(Lado A significa Sucesso Garantido ;) )


"Coma???"
R: não... Muito Lado B!! ninguém toca!!!  
(Justamente por isso! Pq não arriscar algo novo  saindo do óbvio de vez em quando?? ;) )

"`Don't cry?"
R: Muito 'Leve'  
(Cria um Clima, dá espaço para uma "respirada" ;) )


"You Could be mine?"
R: Muito 'pesada'  
(Além de um grande sucesso, exige grande precisão técnica de toda banda... um bom ás na manga... ;) )


Lado A ou Lado B???

Ao escolher as musicas de uma banda pense no seguinte:
Se encaixa no estilo? Agrada ao Publico? É a hora/lugar certo para tocar??
Banda que se limita a tocar apenas os hits, tende a ficar repetitiva. Tenha sempre uma carta na manga, algo em que se possa surpreender o público. Não custa nada tentar...
Lógico que existem inúmeras "bandas de uma música só", muito comum nos anos 80 (Lembra das bandas do comercial da Hollywood??). Nesse caso, não resta alternativa a não ser tocar as óbvias (ou "a óbvia"...). Agora, bandas super consagradas (Guns, Stones, Beatles, Red Hot, Legião Urbana......) dão ótimas oportunidades para a sua banda surpreender o público dando uma "descansada" nas mais batidas.   
Isso não significa que vcs devam deixar de pelo menos saber tocar os hits mais óbvios. Encare isso como uma grade Currícular... um pré requisito para os iniciantes e uma "bola dentro" para os experientes!!!

Uma boa idéia é PESQUISAR a história da banda. Sucessos, fracassos, contexto das musicas em relação a atualidade, Contexto da época em que a banda/album/musica foi lançada, Discos de sucesso... Assim vcs podem aproveitar e "incorporar" o espírito da coisa... aprimorar a interpretação da musica em questão. Releituras são feitas a partir de Pesquisa. Vale a pena saber oq vc está tocando ;)

Repertório Perfeito não existe... muitos vão concordar, descordar, fazer críticas construtívas/destrutivas (principalmente se vc não atender o pedido de alguém mal humorado...) mas tenha em mente que: EQUILÍBRIO é a melhor saída: Quer tocar o Lado B (geralmente é muito mais interessante...) ? Ok, MAS esteja preparado para tocar o Lado A ou sua banda corre o risco de perder mercado!!! Lado B é bom para iniciar o show... um truque surpresa... Lado A é para manter o publico "aceso"... Já não é muito facil viver de Rock no Brasil. Mais dificil ainda ficará se sua banda tocar algo que, por mais que vcs adoram, ninguém conhece... ;) E se agente tocasse só para quem gosta? Onde essas pessoas estão? Quem gosta de Rock tanto quanto nós e está disposto a pagar para ouvir nossa banda?? Próximo post: Público Alvo... até lá! 
Eu sou Ronald Sales e esse é o meu Blog ;)

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Prog Rock Parte II

Uma das coisas que atraíram o pulico para o gênero, com certeza foi a grande vitrine de bons músicos, como mencionei abaixo. Junto a isso, os lançamentos de bons singles como por exemplo o mega sucesso do “A Whiter Shade Of Pale” do Procol Harum, “Nights In White Satin” do Moody Blues e do “Jeffs Bolero” do Jeff Beck, só para mencionar alguns. Bandas e mais bandas se formaram e as trocas de músicos entre essas bandas se tornaram comuns, assim temos uma arvore “genealógica” com diversos músicos cruzando caminhos ao longo da história do progessivo.
Não tem como falar de Progressivo sem mencionar Canterbury. Uma região perto de Kent, UK, de onde veio uma leva grande de músicos que ajudaram a formar uma corrente pioneira do prog. As bandas Soft Machine e Gong eram precursores da mistura de jazz com o rock, numa forma mais livre onde o improviso era mandatório com clareza estética e letras “viajantes”. Na segunda leva do Canterbury vieram Caravan e Camel, sim até o Andy Summers do Police veio dessa turma. Mas Alan Holdsworth e Steve Hillage e Andy Latimer são os que mais se destacaram no gênero Canterbury.
Enquanto isso, na periferia de Londres se formavam o Yes, o Genesis, The Nice, King Crimson, Rennaissance, o UK e tantos outros. Todos saudáveis e já saboreando o sucesso imediato dos seus trabalhos iniciais. Tendo em comum uma linha melódica bem mais sinfônica e porque não; majestosa. Lembrem se que o Prog vem no esteio do declínio da segunda onda do Rock n Roll, onde apenas os Beatles, os Rolling Stones, The Who, Kinks, Monkeys, Animals, Faces e claro, Elvis Presley sobreviveram. O Pop por sua vez ia de vento em poupa.
A industria dos instrumentos estava bombando, os constantes lançamentos de novos sintetizadores e guitarras cada vez mais sofisticados, com pedais que puxavam limites inimagináveis, o universo sonoro se expandia. Pianos, Orgão Hammond e o Fender Rhodes eram lentamente substituídos por Farfisas, Oberheims, ARP’s Mellotrons e Moogs, e junto a isso mais e mais elementos clássicos fariam parte dos arranjos dessas bandas.
Esse é o som do rock progressivo, assistam e comentem. Logo mais o capitulo III
By Soren Lemche

quarta-feira, 2 de maio de 2012

“Formei uma Banda de Rock!!! E agora?...” - Parte 2



Estilo
Imagine a seguinte situação:
Uma banda com 4 integrantes amigos de infancia chamada “X”. Um Metaleiro (Vocal), um Blues Man (o baixista), um virtuoso (guitarrista) e o outro que gosta de Rock Nacional anos 80 (bateria). A banda fará um show onde os vários amigos de cada integrante estarão presentes. A banda “X” vai querer agradar a todos, certo? Então começam tocando Rock Nacional bem agitado onde o vocalista solta o Bruce Dickinson com as letras em português (?!), depois de 10 minutos é hora de dar uma respirada, Certo? Então vamos de Blues! O Virtuoso começa a “fritar” a guitarra com solos impossíveis em cima de um blues arrastado, já desagradando o Vocalista que tem que “brigar” com os “comentários sonoros”  do fritador ao lado... O Povo que gosta de dancar, foi para as mesas por causa da musica muito lenta...  bem, tá na hora de agitar de novo, certo? Heavy Metal na lata do pessoal!!!  É aí que o Vocal se mostra satisfeito, afinal é a sua zona de conforto! O virtuose da guitarra já cansou pq gastou todos os seus licks e riffs durante o blues e começa a ficar repetitivo... bem, baixo e batera tem q fazer o trabalho “sujo”, tocando algo que não gosta tanto assim...resultado... a galera que gosta de Metal só ficou satisfeito no final...alguns até indo embora antes pq não aguentou os estilos anteriores... A galera dancante já foi embora pq achou o final muito “pauleira”. Fim do show, Todos cansados... afinal agradamos a todos, pq tocamos “oq a galera gosta!!!” Será???
 Entenda "Estilo" como a "cara da banda"... que tipo de música tocar, sonoridade, padrão... e... por que não? -  Visual. Geralmente isso se define pelas preferências dos integrantes ou do Líder... isso depende. Essa decisão vai definir quem voces são e pra quê vieram... É o resultado das influências de cada um, seguindo um padrão coerente; e quando falo de Padrão, me refiro a uma linha a se seguir em que a proposta da banda faça o mínimo de sentido. Isso pode levar tempo, mas com o estilo finalmente definido, vocês saberão qual repertório tocar, quais bandas selecionar e principalmente quais NÃO SELECIONAR. É claro que existe uma flexibilidade nesse sentido, mas se não tiver o mínimo de atenção nesse aspecto, a banda acaba virando um "camaleão"... uma "salada de frutas"... "sopa de letrinhas"... 

Isso não quer dizer que se formos de um determinado estilo não podemos tocar outros. Existem estilos musicais que se completam devido a uma árvore de influências e confluências como Blues e Rock n’ Roll clássico, Hard Rock e Heavy Metal, Trash e Black Metal... Reparou como os estilos são Próximos entre sí? Isso porque existem características em comum entre eles pois foram resultados de uma “evolução”. Claro que isso não é uma Regra...  mas vale a pena considerar tais fatores ;)

Caros leitores, digo isso de carteirinha, pois já participei de muitas bandas onde tocavamos “de tudo”, fazíamos muitas gigs/mês e isso é bom por um lado... Musico vive de tocar! Em contrapartida, essas mesmas bandas sofriam criticas construtivas, com respeito a que? O ESTILO! Acabávamos recebendo o título de banda “sem cara” ,“Sem identidade”. É uma faca de dois gumes...


Então se você tem uma banda que se encaixa um pouco no caso citado acima (foi um exemplo pra lá de exagerado, confesso) procure “d
elimitar” o estilo da sua banda buscando não necessariamente agradar ao “maior numero de pessoas”... isso tem seus prós e contras... mas procure as CONFLUENCIAS existentes entre os

integrantes, coisas em comum. E caia dentro nelas!!!  Agora se mesmo assim sua banda quer um pouco mais de flexibilidade, tocando estilos “variados”, uma saída é desenvolver a SONORIDADE da banda. Aí a coisa pega! Afinal voce está mexendo com o arranjo (conhecimento nessa área é sempre bemvindo), timbre, pegada e adaptando tudo isso às características da SUA banda. Nesse caso, o que se deve fazer é EXPERIMENTAR. Consulte o seus ouvidos. Temos inúmeros exemplos de sucessos e fracassos com “releituras”  baseadas em estilos diferentes...  Vou citar apenas os Golaços, ok?? Guns n’ Roses tocando “Live and Let Die” do Paul McCartney, outro? Joe Ramone tocando “What a wonderful World” famosa na voz de Luis Armstrong!!! (essa me faz chorar).
Após chegarem a um acordo com respeito a Estilo, voces automaticamente delimitam onde, como e para quem tocar... mas... perae... o estilo foi escolhido... as bandas também... mas que musicas das tais bandas escolher? As mais “óbvias”? ? As que tocaram no rádio? Lado B??? As “melhores”? REPERTÓRIO é o nosso próximo assunto. Até lá!
Eu sou Ronald Sales e esse é o meu blog ;)

terça-feira, 1 de maio de 2012

Serie Rock Progressivo Parte I


Rock Progressivo  I
A discussão é interminável, a “tribo” dos progressiveiros na qual me encaixo sempre tem essas tiradas. Mas vamos por partes; Afinal o que é Rock Progressivo ?
O Prog Rock é por definição; musica que foge do padrão 4/4, Verso, Refrão, Verso, Refrão, de três  minutos. Prog como diz a palavra, progride na escala e” improvisa” ou com elementos de jazz, ou clássico de diversos períodos, de preferência com instrumentos básicos de rock n roll. Agora sobre as influencias do jazz e clássico no rock, explico mais abaixo.
Assim nasce o Progressivo, na necessidade de colocar mais elementos dentro do rock puro, quadrado e “duro” de 4/4. E agora vem o pior, a eterna discussão de “Quem” fez o primeiro Prog ?
Os sábios listam Bob Dylan com Highway 61 e Blonde On Blonde, Beatles com Sgt’s Peppers, Beach Boy’s Pet Sounds e Frank Zappa com Freak Out como os primeiros discos de prog de verdade. Outros ainda incluem o Pipers At The Gates Of Dawn do Pink Floyd pela musica Interstellar Overdrive. Os discos mencionados foram lançados em torno de 65/66 e ai basta pesquisar quem lançou o que primeiro. Só posso lhes dizer que ganha quem lançou disco em 66, porque em 67 o gênero já estava consolidado. Jeff Beck, Moody Blues, Pink Floyd, Soft Machine, Procol Harum, Byrds e outros lançaram discos com quarteto de cordas, harpas e sopros, outras bandas já faziam uso do mellotron e órgãos mesclando Bartòk, Stravinsky com Rock. Genesis, Emerson Lake & Palmer, Yes, Rennaisance, Focus, Triumvirat, Tangerine Dream, Can, Nektar, Amon Dull, Trace, Premiata, Le Orme, Banco e Aphrodites Child vieram logo em seguida para consagrar o gênero Progressivo. Devo-lhes dizer que o primeiro álbum pleno de Prog ainda é o In The Court Of King Crimson do King Crimson.

Aos poucos percebeu-se que o gênero se firmava e as gravadoras investiam, atraindo mais músicos e novas bandas, e a tendência era cada vez mais de fazer albums “conceituais” com histórias longas e arranjos complicados. Junto á isso uma industria de instrumentos apoiava o movimento onde o Mellotron e o sintetizador Moog ganharam importância relevante.
Revelaram-se músicos bem acima da média em termos de talento e ao falar de Prog há de se mencionar o Rick Wakeman, Keith Emerson, Thjis Van Leer, Rick Van Der Linden, Jurchen Fritzz  Peter Bardens e Richard Wright para falar de tecladistas. Dos guitarristas; Steve Howe, Steve Hackett, Greg Lake, Jeff Beck, Andy Latimer, Andy Powell, Jan Ackerman e John McLaughlin,  e porque não, dos bateriastas; Bill Brufford, Phil Collins, Alan White, Carl Palmer, Pierre van der Linden e Billy Cobham. Chris Squire ostenta seguramente o titulo de o maior baixista de todos os tempos, isso junto com o Pastorius do Weather Report. Greg Lake também é premiado porque tocava guitarra e baixo no ELP, Mike Rutherford do Genesis também é mencionado em todas as listas do gênero. Burt Reiter do Focus é um nome que sempre incluo nessas discussões porque quem ouviu o Hamburger Concerto do Focus, de 1975, sabe do que estou falando.
No próximo capitulo vou falar das influencias iniciais do Prog e dos subgêneros, Até !
Por Soren Lemche.