segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

TRIBUTO A URIAH HEEP - SHOW DE LANÇAMENDO DO NOVO CD DA MADE IN ROCK


"Uma tarde de sábado... inicio de 2012... fomos surpreendidos por um convite IRRECUSÁVEL... Tocar no dia seguinte em uma das casas mais ROCK N' ROLL do Rio de Janeiro. O NECTAR. Localizado em Vargem Grande, tem um clima de paz/amor na sua forma mais natural. Um lugar perfeito pra deixar sair seus instintos viscerais por meio da musica (que fique bem claro isso!) e transformar a noite numa psicodelia super saudavel. Topamos e decidimos: 'se vamos fazer então faremos com estilo. O nosso Verdadeiro Estilo!' Começamos com "Wurm" do Yes e emendamos com algo que não achavamos que daria o resultado que deu... "July Morning" do URIAH HEEP, uma das bandas que mais tem definido nossa linha de raciocínio quando o assunto é ROCK VISCERAL. Os Motivos são diversos e serão abordados mais à frente. No momento em que executamos o riff inicial de July Morning, algo interessante aconteceu: escutamos vários comentários durante a execução da musica feito por praticamente uma pessoa... (caraaaaaaaamba!!!! macacos me morrrrdam!!!!! muito legaaaaaalll!!! #palavras amenizadas...)... o cara estava em extase!!! Isso contagiou o restante do público fazendo com que todos ficassem estatelados, prestando atenção na musica. Tocamos mais uma do URIAH HEEP no decorrer do show e a reação foi a mesma. Isso chamou a atenção do proprietário da casa e seus associados (todos fãs do bom e velho Rock n' Roll). No fim esse show acabou garantindo outras noites confirmadas no Nectar - igualmente sensacionais - mas uma idéia surgiu numa conversa entre Soren (Tecladista da MIR) e Sergio (proprietário do Nectar). Fazer um Tributo a URIAH HEEP no fim do ano! O Desafio era grande, devido a diversos fatores. Mas Eu, com uma dose saudavel de Megalomania (entenda como... aceitar desafios... rsrsr) e Soren, fã e grande conhecedor da Obra da Banda, ACEITAMOS! #frio na barriga... Para dar uma dose a mais de adrenalina, numa outra conversa dias depois, tive a idéia: 'que tal se agente fizesse um CD de tributo e Lançássemos no Dia do evento???' DESAFIO ACEITO!"
 
***
E cá estamos, caros leitores! O CD já está pronto e o Show de Tributo também. Será no próximo dia 15 de DEZEMBRO, no NECTAR. Foram sete meses de Processo, da pré-produção até a Masterização, onde nos reunimos com muita energia positiva para fazer um trabalho como nunca antes feito pela banda.

POR QUE URIAH HEEP?

Razões não faltam. Muitas delas estão aqui. Mas posso dizer por experiência própria que UH foi uma das bandas mais importantes da História do Rock porém "underrated" entre bandas como Zeppelin, Purple e Sabbath. Quem acompanha os posts sobre viver numa Banda de Rock, aqui no blog, sabe muito bem que a tendência da MIR é ir além do óbvio. Tributos a Zeppelin, Purple e Sabbath já são vistos por aí com muita facilidade e muito bem representados.
 
UH tem por convergencia com a MIR, além do timbre de Hammond inconfundível de Ken Hensley - tudo a ver com a nossa instrumentação (Baixo-bateria-guitarra-hammond) - Letras que citam o lado divertido do Rock, amor, festas, reflexões... romantismo, visceralidade...  Eu pessoalmente me identifiquei muito com a forma em que David Byron usava sua voz para interpretar lindas baladas e tomei isso como influência para meus experimentos. Ken Hensley também foi um motivo fortíssimo para escolhermos UH como nossa banda tributo. Uma experiência invejável em todos os sentidos quando o assunto é Rock, além de ser "O LETRISTA" do UH, o mentor. Com certeza cada musica escolhida tanto para o CD como para o SHOW tem algo em que cada integrante da MIR se indentifica. Por isso posso dizer que durante esses sete meses nós da MIR literalmente Vivemos URIAH HEEP.

A CONCEPÇÃO DO SHOW

A idéia original foi fazer algo que abrangesse toda a discografia até agora. Mas os Gigs, gravações, além da Discografia bastante extensa da Banda tornaram a idéia inviável... seriam 4 horas de show!!!
Prezando a qualidade, humildemente decidimos reduzir o Tributo, à princípio ao melhor da "Era Byron", incluindo sua breve carreira Solo. Tempos depois resolvemos incluir algumas musicas da carreira Solo de Ken Hensley do antológico Disco intitulado "Blood on the Highway". O Resultado é um belo apanhado dos maiores Sucessos do URIAH HEEP e Ken Hensley Solo. O Setlist é um SEGREDO GUARDADO A SETE CHAVES!!! A Apresentação tambem conta com a participação de Amigos queridos do Meio Musical do RJ e Região dos Lagos que dividirão o palco conosco em momentos especiais. Teremos novidades na instrumentação, principalmente na Parte Acústica (isso mesmo!) onde um Bandolim fará clima para um "Rock de Foqueira" para celebrar as conquistas de 2012.

O CD "URIAH HEEP TRIBUTE"

Como sempre o prazo era curto e precisávamos correr entre pesados ensaios direcionados, backing tracks, partituras e concepção dos arranjos. Tudo isso para decidirmos a melhor timbragem para cada instrumento, fraseados, interpretação , etc... Optamos por uma sonoridade selvagem, que retratou em muito a atitude MIR ao executar seus arranjos :) . Pegamos o "TOP 10" e separamos dois dias para cada instrumento. O Objetivo não era necessariamente captar uma idéia "ao vivo", mas sim uma singela homenagem, produzida da melhor forma que alcançarmos. Os Elementos obrigatórios da sonoridade do UH foram respeitosamente preservados mas com o "MIR Turbo mode" no 10!!!
O CD foi produzido no Demented Man "Mobile" Estúdio, por Ronald Sales, com o apoio da Pro Music Instrumentos Musicais Ltda.
 
Dentro em Breve vou inaugurar uma série de posts sobre todos os processos feitos na Produção deste Tributo com Videos Detalhados onde serei o mais claro possível na hora de compartilhar meus conhecimentos, afinal, esse é o objetivo do Blog!
 
É com muito orgulho e imensa alegria que apresentamos à vocês, a partir do LANÇAMENTO no NECTAR, dia 15 de DEZEMBRO, o Nosso TRIBUTO A URIAH HEEP.
 
Track list:
  1 - LOOK T YOURSELF
  2 - SWEET LORRAINE 
  3 - EASY LIVING
  4 - THE WIZARD
  5 - CIRCLE OF HANDS
  6 - STEALIN'
  7 - JULY MORNING
  8 - SWEET FREEDOM
  9 - LADY IN BLACK
10 - GYPSY

 
 
RONALD SALES:
Vocais, Guitarras, Violões, Bandolim e Percussão.
SOREN LEMCHE:
Hammond, Synth.
TIAGO DE CASTRO: Baixo.
LEANDRO CAMACHO: Bateria
 
 
O Espaço Cultural NECTAR fica na Estrada dos Bandeirantes, 22.774 - Vargem Grande, Rio de Janeiro - RJ.

Obrigado a Sergio de Carvalho por idealizar o Projeto Junto com Soren Lemche, Maurício "Cissa" da Pro Music pelos Equipos Cedidos e a todos que abraçaram a idéia e contribuíram de alguma forma -mesmo que em apenas pensamentos positivos - para que isso tudo fosse possível.

Eu sou Ronald Sales e esse o meu Blog ;)

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Tributo Ao Uriah Heep



A Banda MADE IN ROCK tem a honra de anunciar o TRIBUTO ao URIAH HEEP, Um show de quase 100 minutos onde serão destaques, as musicas da "Era Byron".

Há 3 meses a MIR vem se dedicando ao projeto Tributo, e hoje podemos afirmar que garantimos o espetáculo.

Esse show será reslizado no Espaço Cultural Nectar, no Sábado, dia 15 de Dezembro com o inicio as 23:30 hrs.

A Made In Rock fez a sua estreia no Nectar em Maio desse ano e desde então fez mais 5 shows na casa, com o tributo no dia 15 teremos realizados 6 eventos, no nosso ano de "estreia".

No mesmo dia 15 de Dezembro, a MIR convocou os amigos e seguidores e simpatizantes para uma mega confraternização de Final de Ano, fechando com chave de ouro, um ano que foi extremamente generoso para a banda, em todos os sentidos.

Lembrando que a nova formação da banda estreiou no Ostracycle em Rio das Ostras no dia 25 de Março e desde então realizamos mais 45 shows nos mais diversos pontos da cidade e porque não, no Estado.

Vale lembrar que a Banda Made In Rock consta como "Top 10" das bandas da www.radionamastê.com.br

Esperamos encontrar todos voces na nossa festa.

Abraços

 

Soren Lemche, Ronald Sales, Tiago de Castro, Leandro Camacho ( Made In Rock)


sexta-feira, 26 de outubro de 2012

ENTREVISTA COM A MADE IN ROCK NO PROGRAMA BASTIDORES



A MADE IN ROCK tem o prazer de anunciar a sua participação na estréia do PROGRAMA BASTIDORES na www.radionamaste.com!!!
Uma entrevista dinâmica e bem humorada onde vamos falar sobre a história da MIR e sobre o CD "Rock for the Road".

Apresentação: Don Sepúlveda
Estréia dia 7 de Novembro às 11hs (com repríse às 21hs).
na www.radionamaste.com.br

"Ouço" voces lá!!!
Abraço a todos!!!

Eu sou Ronald Sales e esse é o meu Blog ;)

sábado, 20 de outubro de 2012

CAOS PARALELO ESPECIAL - RICK WAKEMAN

O Programa CAOS PARALELO deste domingo será um especial sobre a obra do Mago dos Teclados, Rick Wakeman!
Soren Lemche apresentará os destaques da Discografia de Rick, e junto á isso apresentará os amigos que tiveram uma ajudazinha dele. Tudo isso no modelo descontraido de apresentar o Rock Progressivo. Especialmente em se tratar de icones super bem humorados como o Wakeman...
DIVIRTAM-SE!
 
Curta a página da radionavaranda no Facebook e participe do chat ao vivo!
Neste Domingo, 21 de Outubro às 15:00 na www.radionavaranda.com
Nos vemos lá...

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

ANALÓGICO vs DIGITAL - Discussão inutil ou apenas Choque de Gerações?

 
 
 
 
 
Minha Adolescência foi marcada pela musica que tocava no rádio lá em casa. Vinil? quase não se falava sobre... O CD Ainda era Luxo para grande maioria (como o Blue-Ray hoje...) então a alegria de quase todos ainda era o Rádio e a MTV (uma emissora que antigamente falava de musica boa, lembra?), pra quem tinha TV Paga ou quem conseguisse sintonizar alguma gambiarra pra ver mesmo que fosse em Preto e Branco e com chuviscos. MAS ERA MARAVILHOSO!!!
 
Quem viveu os anos 80 tinha a famosa "Maldita", a Fluminense FM entre outras. Eu peguei o finalzinho delas, mas nos anos 90 tinha um programa na extinta Rádio Cidade chamado "Cidade do Rock", apresentado pela adoravel "Monikinha".  Era chegar da escola e ligar o rádio, a pauleira era garantida! E em 1996 a Radio cidade abraçava cada vez mais a causa e virou uma radio essencialmente Rock, com poucas variantes. Era o paraíso! Ah! tinha uma radio pirata também, chamada Progressiva FM que tinha altas "raridades".
 
Porém, no Inicio de 1998 foi o inicio do fim do Rock para uma legião de adolescentes como eu, pelo menos aqui no Rio de Janeiro. Um verdadeiro divisor de águas. Aconteceu que por uma razão que desconheço a Radio Cidade mudou TOTALMENTE sua programação para um público excencialmente POP. O inimaginável aconteceu da noite para o dia. Era um tal de TOP POP pra lá e pra cá e Celine Dion tocando umas 5 vezes por dia no mínimo. A época da radio Rock só voltaria dois anos depois, em 2000 com o planejamento da volta do Rock in Rio. Mas já era tarde... Imagine:
O cara que viveu Led Zeppelin, Purple, dificilmente se identificaria com Nirvana, por exemplo. Da mesma forma um cara como eu criado com Nirvana, Guns n' Roses e Pearl Jam não iria me arrepiar com Linkin' Park, Creed, ou Nickelback. Natural! Choque de gerações.

Quando tudo mudou na Radio Cidade, eu me senti meio "sem chão". Pois onde eu iria ouvir as Musicas que eu gostava tanto se não tinha mais uma radio Rock no Rio? (invejo os pagodeiros nesse ponto...). Antes era só ficar na cola do radio com a Fita analógica K7 pronta pra ser acionada e gravar a sua musica favorita quando ela tocasse na Radio. Agora tudo mudou! O jeito era comprar o CD, né... só que o CD passou a ficar extremamente caro (e ainda é!!!) além do que, não se conseguia com facilidade tudo que a gente queria ouvir. Essa dificuldade de conseguir as coisas nunca foi de todo ruim. A sensação de se conseguir algo raro, nem que fosse gravado numa fita K7, era INDESCRITIVELMENTE INCRÍVEL!  Agente corria pra casa do vizinho levando a novidade, então a gente escutava varias e varias vezes juntos... era lindo demais...

Hoje estou meio saudosista. Deixa eu explicar: No Mundo da Produção Musical tá rolando uma discussão bem acalorada e sem sentido sobre o que é melhor: O Analógico ou o Digital. Pra explicar rapidamente: Até final dos anos 90 pra vc gravar e ouvir musica voce precisava do Audio Analógico (K7, Vinil...) Claro que tinha o CD (Digital) , porém se sua banda fosse gravar uma DEMO ou um disco inteiro, era na fita Analógica que as coisas eram armazenadas. Com o avanço dos computadores, já era possivel gravar e escutar musica pelo PC. Até onde eu sei, "Livin' la vida louca" do Ricky Martin foi a primeira musica a ser Mixada Totalmente com Plugins Digitais, dentro do computador ("Mix in The Box") por Charles Dye, se tornando lider nas paradas de sucesso no fim dos anos 90. Daí começa a discussão eterna: Qual tecnologia é a melhor? Analógico ou Digital?  

O novo formato de Mídia, o mp3, diminuiu bastante o tamanho das musicas no computador, que antes mal dava pra armazenar Discos inteiros. Levou pouco tempo para surgir a conversão de CDs inteiros em mp3 e com o avanço da internet, o Napster e outros servidores P2P a Pirataria simplismente EXPLODIU! A internet banda larga, Youtube, Google, o acesso a informação ficou muito, mais muito mais fácil. O que voce tinha que garimpar antes em uma Biblioteca, Revista especializada, especiais na TV, agora está tudo a um click de mouse de distância. Pelo menos uma boa parte da informação disponível na internet é confiável.
Musica, Discos completos, DVDs Ripados e também, PLUGINS! Essa facilidade é ruim? Sim e Não!
 
Muita coisa que voce precisa saber sobre uma banda, um disco, até mesmo noções de teoria musical voce já encontra na internet. Cabe a nós não sermos preguiçosos, ter disciplina e aproveitar o melhor da abundância (e bota abundância nisso!!!) de informação. Tá tudo lá! é só buscar...
Isso tudo facilitou muito a minha vida de um certo modo por que eu sempre ficava frustrado quando não conseguia encontrar "aquela musica" que não ouvia mais na radio, não achava o CD, em fim... só estava na minha cabeça. Com a política de compartilhamento popularizado pelo Napster e muitos outros, iniciou-se uma interminavel pesquisa sobre todas as musicas que eu escutava por toda minha vida! E isso foi muito bom!!! Com o torrent então, ficou ainda mais facil pesquisar aquilo que se queria ouvir e um pouco a mais. Discografias Completas são disponibilizadas na rede pra quem quiser ouvir. Poucos estilos Musicais ainda são dificeis de achar, por exemplo a musica de concerto contemporânea. Mesmo que parte do meu sonho de "rever" as musicas que marcaram momentos na minha vida, se tornou realidade, um outro lado - não tão legal, de toda essa facilidade de se conseguir as coisas as vezes vem à tona.
 
O Mesmo acontece com lançamentos de Plugins para Produção Musical. É comum, em poucas horas depois do lançamento de um simulador de um equipo raríssimo e caríssimo, que já tenha o programa Crackeado na internet! Então, em vez de gastar 3, 5 mil Dólares num equipo, o cara simplismente baixa o Simulador dele na internet e tá tudo certo! A coisa ficou facil demais!!!
 
Não estou me referindo aos "danos" que a pirataria causou ou deixou de causar. Também não estou endossando conceitos de "certo e errado". Nem vem ao caso a Polêmica que tudo isso pode causar. Estou sim, afirmando um FATO. Essas informações, musicas, discografias, plugins etc estão SIM "à disposição" sendo pagos ou Crackeados. Hoje a coisa está muito mais "facil" que antes. Aí é que mora o perigo...
 
Quem está hoje na faixa dos 30 vai concordar comigo que era muito bom voce TER uma coleção da sua banda favorita, arrumadinho num movel separado apenas para isso. Era como ter uma Biblioteca!
Ter de forma concreta o CD, Vinil, K7 gravado é romantico, mágico... já reparou nos encartes dos discos de Vinil ou CD? Muitos são uma obra de arte! Quando tive pela primeira vez um Disco lendário nas mãos, eu tremi! Foi sensacional. ESSA SENSAÇÃO É QUE EU SINTO FALTA DE TER com toda essa facilidade em conseguir as coisas baixando da internet. Sei que não tem volta e nós temos que nos adaptar ao novo conceito de mídia, mas sinto uma Frieza muito grande por parte dos que não tiveram a oportunidade de conhecer o mundo puramente analógico. Sinto que a garotada perde um pouco dessa mágica justamente por ter tudo na mão, sem necessariamente poder "tocar no que se tem".
 
Um exemplo extremo:
 Monalisa, Uma das obras mais conhecidas da história da Arte. Qualquer desenformado conhece. Você vai no Google e pode facilmente baixar a imagem do retrato, certo? Mas qual delas vai para uma exposição num Museu? Qual delas vale Milhões de Dólares? A sua cópia impressa ou "the original" ? Ja imaginou ver de perto a legítima? Deve ser legal, né?
 
Não tenho por objetivo defender nenhuma bandeira entre "Analógico ou Digital" ou sobre quem é melhor. É fato que cada um tem suas vantagens. Use com sabedoria! Aqui eu mostrei a minha vivência com os dois mundos de uma forma geral e não restrita apenas a Produção Musical. Também mostrei o lado bom e não tão bom de cada um.
 
O Lado Bom do Analógico para mim foi toda a mágica que citei acima. Toda emoção de aprender a fazer minhas primeiras experiências com Gravação e "Produção" começou no mundo Analógico.
 
O Digital, me permitiu estudar os conceitos mais avançados sobre equipamentos e técnicas de Mixagem (usando sim, simuladores também...) além de toda a facilidade no acesso a informação e pesquisa em todos os campos do meu trabalho, detalhes que usei apenas como analogia. Essa foi a minha vivência. Essa é a minha opinião sobre cada um. Deixe a sua!
 
Uma dica:
Em vez de saber quem é o melhor, saiba desfrutar do "melhor" dos dois Mundos!
 
Eu sou Ronald Sales e esse é o meu Blog ;)





segunda-feira, 8 de outubro de 2012

A EXPLOSÃO DA PRODUÇÃO MUSICAL INDEPENDENTE


Ainda me lembro das minhas primeiras experiências com gravação "Multitrack" que fiz durante a minha tímida e tolhida adolescência que acabou me ajudando a ter mais tempo livre pra ficar brincando de "inventor" com as engenhocas que eu tinha em casa... em contrapartida me atrasou em todo o resto... rsrsrs

Estudava na EMVL, estava começando a descobrir a Guitarra e a Linguagem Musical como uma "arma" para tocar o coração das pessoas e por que não, o coração de uma menina da minha época... ah a adolescência... Depois de escutar "Bing and Grab" de um tal BUCKETHEAD na extinta PROGRESSIVO FM 98.9 e quase cair da escada com o que ouvi, compus uma Musica chamada "A Pretty Girl in my life", um Rock instrumental bem legal pra minha época (toda a minha família adorou! haha) mas me deparei com um problema:
Quem viu meus posts sobre Banda de Rock já sabe que naquela época ninguém queria tocar comigo (até agora não sei o por quê!!). As Guitarras base eu mesmo podia fazer... mas e o resto? Bateria?! Baixo?! Até que tive uma idéia... uma grande idéia por sinal... nos idos de 1996 a internet AINDA era à vapor, logo, baixar musica em mp3 - ESQUECE... o que rolava eram musiquinhas de kbites de tamanho chamadas comumente de MIDI. A PARTIR DALÍ MINHA VIDA MUDOU!!!
 
MIDI
 
Abreviatura de "Musical Instrument Digital Interface". Trata-se de uma linguagem, um protocolo, um conjunto de instruções, que seja... muito comum desde os anos 80 entre os profissionais do audio onde se podia usar teclados, sintetizadores etc para tocar arranjos pré programados usando uma biblioteca de diversos instrumentos sintetizados. Um exemplo muito parecido é o teclado do seu PC:
você aperta um botão que envia uma mensagem para a CPU que interpreta esse mesmo sinal como uma tarefa qualquer... p.ex.: aparecer uma letra na sua tela. Agora imagine você apertar uma tecla qualquer e, em vez de aparecer uma letra na sua tela, soa uma nota musical tocada por um instrumento sintetizado pelo seu computaror (ou qualquer outra interface) na sua caixinha de som?! Legal, né? O MIDI está em toda parte, desde o seu tecladinho CASIO de brinquedo, no laptop da xuxa da sua filha, no seu Videogame... tudo se usa MIDI. Não vou entrar muito em detalhes... se você quiser se aprofundar mais no assundo, o início de tudo está descrito aqui.
O Meu estalo mental se deu quando descobri um programinha que me permitia criar MIDIs por meio de partitura e/ou Piano Roll (Uma espécie de tabela Cartesiana onde se trabalhava entre notas e tempos): o Session. Claro que a qualidade do som dos instrumentos da minha biblioteca que vinha da minha placa de som onboard era um pouco melhor que o som do Master System (lembra??). Mesmo assim, MEUS PROBLEMAS ACABARAM!!! Agora era só escrever as partes de cada instrumento, no meu caso Bateria, Baixo e Strings e meu arranjo estava pronto! Mas como gravar???
 
GAMBIARRAS
 


Pagar estúdio pra gravar era muito caro. A idéia que tive foi Ligar minha Guitarra Eagle Strato numa Zoom 505, um bom e velho gradiente que tinha ligado no PC e uma fita de cromo BASF. FOI A MINHA PRIMEIRA GRAVAÇÃO ANALÓGICA!!! Bom, pelomenos uma boa parte, pois o MIDI vinha do Digital, porém naquela época não era tão simples tranformar os Arquivos MIDI em Wave. Mp3 então, nem pensar! Então eu pluguei minha Eagle na entrada de Mic do meu gradiente, a saida liguei na entrada Aux da placa onboard. A saida Line Out liguei na entrada Aux do Gradiente. REC + PLAY e manda bala!!! (como um duplo deck era útil naquele tempo!) Ah como foi divertido! A Emoção de ver um trabalho seu sendo reproduzido no seu som não tem preço... eu era apenas um garoto dando seu jeito para fazer da melhor forma possivel o que gravadoras gastavam milhões para fazer (naquela época ainda era assim) .

 
A VANGUARDA DA GRAVAÇÃO DIGITAL
 
Interessante como em meados dos anos 90 a moda do "faça você mesmo" na era da informática estava começando a surgir. A Creative criou o "Wave Studio" onde poderiamos adicionar "efeitos" como Reverbs, Delays e processa-los digitalmente em enormes arquivos .wav ultra pesados para a época (o PC de luxo era um Pentium II com 16Mb de memória RAM e 850Mb de HD!). Depois surgiu o "Cool Edit Pro" (não lembro o nome do fabricante) onde era possível realizar gravações digitais Multitrack. Em pouco tempo, se podia fazer, de certa forma, o mesmo que que se fazia nos estudios profissionais. Pelo menos era isso que os fabricantes dos primeiros softwares de Gravação Digital (DAW - Digital Audio Workstation) diziam... o que faltava era o conhecimento, ainda muito longe de ser difundido na internet (e ainda é, se formos pensar em informações confiáveis com respeito a produção caseira, semi ou profissional).
Em meados da década de 2000, com o preço relativamente baixo dos Hardwares especializados em Gravação Digital, ficou bem mais fácil e barato produzir musica no fundo da garagem ou no seu quarto com tecnologia muito "melhor" (entenda-se "mais avançada") que o equipamento Top de Linha dos anos 60 e 70! Quanto a qualidade do produto final... aí já são outros quinhentos.
 
O CÉU E O INFERNO DA REVOLUÇÃO DIGITAL
 
Dias atuais... Agora com uma interfaçe de Audio que grava em 24bits/96KHz, um PC montado, um catatau de Plugins baixados da internet ou comprados, simuladores dos equipos mais lendários, afinadores milagrosos, edição de audio... em fim... temos a nossa disposição inúmeras ferramentas para nos ajudar a manipular o audio de formas que George Martin nunca imaginaria fazer nos anos 60. Desafinou? Existem poderosos plugins que corrigem a nota desafinada. O Batera atravessou um pouquinho? Podemos "Quantizar" o audio, deixando ele certinho com o click do metrônomo. Seu amp é uma Merda? Liga a guitarra em uma DI, espeta em Linha e use os simuladores dos amps mais fodasticos e lendários da história... Passou pelo que eu passei, de não achar baterista de jeito nenhum? A tecnologia MIDI está cada vez mais avançada com os Samplers mais poderosos da atualidade que fazem o som da sua batera eletronica ou da sua lata velha lá da sua garagem soar como uma Tama, uma DW... Milhões de Dólares em equipamentos, verdadeiras obras de arte empacotadas em alguns Gigabites. Tudo à sua disposição. Agora ficou fácil gravar seu material próprio em casa e ganhar milhões por conta própria, certo? Não necessariamente.
 
O que poderia ser o Paraíso da Produção Musical acabou se tornando um convite a Preguiça. O ato Estudar Musica se tornou algo "não tão necessário" na mente de muitos, onde foi criado o péssimo vicio de "deixa assim mermo, agente corrige isso na mixagem..." daí o pobre Engenheiro de Mixagem "dá nó em pingo d´água" pra Afinar, Quantizar, Equalizar... 
É muito mais facil a Modelo deixar o editor dar um banho de Photoshop nas fotos "mais ou menos" do que ela mesma fazer dieta, malhar, se cuidar... em fim:  FAZER O SEU TRABALHO!!!
Simuladores de todos os tipos se não forem usados com cuidado podem deixar o trabalho final "magro", sem vida, pior que quando foi Gravado sem processamento algum simplismente por estar "Perfeito demais". A verdade é que a facilidade na aquisição de equipamentos para Produção Musical não melhorou a qualidade dos musicos, das musicas ou do mercado fonográfico. Foi bom sim, para o bolso dos fabricantes e das empresas de publicidade que prometem milagres com seus equipamentos quando o verdadeiro poder está nas mãos do produtor... isto é, VOCÊ
 
NÃO TENHA MEDO DE IMPROVISAR
 
Quando eu estava no meu quarto na ocasião citada acima, eu só queria ouvir a musica que eu fiz registrada da melhor forma que eu pudesse deixar. E olha que eu nem sabia o que era um compressor. No máximo um Reverb. Confesso que as vezes acho que as minhas melhores produções foram feitas com Mics de PC colados com Fita adesiva num Amp Wattsom, sem exagero. Ainda me pergunto por que, mas acho que é devido ao fato de eu não ter outra escolha senão dar o meu melhor usando o pouco que tinha para registrar um caminhão de emoções. Eu não conhecia 10% das técnicas e ferramentas que conheço hoje e ainda luto contra a tendência de perder aquele "sentimento de aventura", de não ter medo de experimentar e tentar buscar o som que está dentro da minha cabeça, sem medo de girar e atochar os knobs, se for preciso. Confesso que a tentação de me prender e me perder no meio de tamanha enxurrada de informações e facilidades existentes no ramo da Produção Musical é grande!!! Mas, agora que tenho este post, caros amigos leitores, vou tentar me lembrar de quando o mundo era limitado, porém libertador. 
 
Gostaria de aproveitar que estou inaugurando posts sobre Produção Musical para recomendar àqueles que desejam aprender sobre esse assunto a Academia do Produtor Musical, do Mestre Dennis Zasnicoff.
E se você já é escolado nessa área mas quer aprimorar seus conhecimentos, recomendo a Edição BLACK na academia, com a parceria de Lisciel Franco. Aqui o bixo pega! 
black.academiadoprodutormusical.com
 
PS: Não achei a tal fita da musica que fiz quando tinha 15 anos. Está em algum lugar no meio da minha bagunça... se eu achar e arrumar um jeito de passar para digital, prometo que boto no soundcloud pra vocês.
 
Eu sou Ronald Sales e esse é o meu Blog ;)

domingo, 30 de setembro de 2012

CAOS PARALELO - ROCK PROGRESSIVO NA radionavaranda em novo horário!



Radioweb é uma coisa relativamente nova pra mim. Mas estou descobrindo cada vez mais o potencial dessa "nova" forma de midia e acredito que isso não vai parar por aí.

Devido a repercussão super positiva do programa CAOS PARALELO comandado por Soren Lemche na www.radionavaranda.com, houve uma mudança de horário mais que bemvinda! O novo horário é todo domingo as 15:00. Prog clássico, Obscuro e Neoprog é no CAOS PARALELO com Soren Lemche. Agente se encontra na radionavaranda.

CAOS PARALELO todo domingo às 15:00 só na www.radionavaranda.com

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quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Formei uma Banda de Rock, E Agora? - Especial: HOJE É O DIA DO BATERISTA!



"Se todos os musicos da banda são ruins mas o baterista é bom, sua banda é excelente." 
- Eric Clapton (apenas parafraseando...)

Como sempre eu começo por uma história verídica:
Participando de um evento por esses dias, vi uma banda tocando enquanto batia papo com os amigos. O Guitarrista sabia tocar direitinho, só não sabia o que é "timbre". O baixista tocava o que tinha que tocar. Mas o Baterista... PELO AMOR DE DEUS!!! O CARA SIMPLISMENTE NÃO SABIA TOCAR A BATERIA!!! Pareceu que o cara tava na página 2 de um metodo de bateria desses de banca de jornal e já tinha uma banda formada, show marcado, além da banda cobrar um cachê MUITO acima do valor que competia a ela!!! Não interessa o nome da banda, o evento em sí muito menos o valor do cachê, ok? Mas fica a dica: Assim como o técnico de som, O Baterista pode Engrandecer uma banda não tão boa mas pode destruir uma Excelente.

Hoje eu acordei e entrei no facebook (vicio pior que coca-cola!!!) pra divulgar os show da MADE IN ROCK e aproveitei pra ver se tem algum post interessante (cada vez mais raro!) e me deparei com uma notícia que surpreendeu: HOJE É O DIA DO BATERISTA! Isso mesmo, o Batera! Aquele cara que na maioria dos casos é o mais sério (quer dizer, CHATO! na maioria dos casos, não em todos!) da banda, que entra mudo e sai calado... o integrante mais dificil de se arrumar para uma banda! Afinal, se falta baixo, pega um guitarrista maduro, experiente e responsavel que em pouco tempo pode dar conta do recado. Faltou guitarrista?? Haha, convenhamos... guitarrista por metro quadrado é o que não falta ! (bom guitarrista já é outra história...). O Vocal raramente tem problemas com o transporte de seu instrumento (o sistema respiratório). Mas o batera... aiaiai! Além de ter mais trabalho para desmontar/montar seu setup (a não ser que você seja o Eric Johnson sem um roadie) e tem a maior dificuldade pra transportar seu instrumento. O Carro é quase um pré-requisito... Esse é o lado ruim da história.
Mas se voce encontra O CARA, sua banda tem 70% de chance a mais de dar certo!
Um bom baterista precisa acima de tudo TER RITMO. Se você é baterista ou pretende ser um, bom senso é a chave. Saiba respeitar seu lugar na banda e o lugar dos outros musicos. Evite "firular" demais mostrando suas técnicas "portnoyanas" em estilos onde simplismente elas não cabem, PRINCIPALMENTE se voce for um musico CONTRATADO. Sua função é cuidar do ritmo, da pulsação da musica. Você entende o que quer dizer uma musica ser "Pulsante"?
 
 
"Free as a Bird" - The Beatles: Ringo Starr na bateria. Apenas bumbo e caixa foram usados. O restante foram maracas e não o chimbau como estamos acostumados a ouvir.
 
Os mais acelerados podem dizer "Po... muito chato isso! Pum - pá - Pum - pá..." . Hum... pode ser simples demais, mas chato nunca! A bateria está onde deveria estar: fazendo seu papel que é o ritmo constante, uniforme e pulsante. Repare que no geral, nada de "ghost note" ou viradas muito elaboradas. Voce pode ser um mestre nas tecnicas do genial Mike Portnoy, mas se voce não souber fazer o "Chá-com-pão", não adianta. Tente colocar algo mais moderno em cima dessa musica e voce vai estragar o arranjo!
 
E as Viradas? São muito legais né?´É a hora do batera se consagrar... ou se QUEIMAR, certo?
No geral, contanto que se mantenha a pulsação, o bumbo e os pratos na hora certa - sem maiores problemas. Na minha humilde opinião, a maior virada de bateria da história do rock é essa aqui:
Está exatamente em 3:56...
 
"Misty Mountain Hop" - Led Zeppelin: John Bonham na Bateria. É uma virada com a maioria das notas "retas", sem maiores dificuldades. MAS VAI TENTAR FAZER IGUAL! Com a Mesma Pegada, uma mistura de Raiva com Determinação... Bem típico de Bonham.
 
Alguns podem pensar que sou "minimalista". Bom, em alguns casos acho que "menos é mais". Já tive oportunidade de trabalhar com vários tipos de Bateras. Dos mais conservadores passando pelos mais teimosos até os obstinados irritantes que acham que estão inovando colocando "fraseados" que se mataram de estudar pra tocar em seu projeto "alternativo pseudo-Dream Theater" de fim de semana em estilos como Pop Cover e Bossa Nova (?!).
 
Uma batera bem tocada deve ser Reta na hora certa e saber a hora de se soltar. Não quer dizer que é um trabalho chato. Como disse antes, BOM SENSO! Trabalhe pra agradar a Musica, o arranjo... para contribuir com ele e não agir como se estivesse no "se vira nos 30". Um bom exemplo de equilíbrio é Neil Peart (Rush):
 
"Ton Sawyer" - Rush: Neil Peart na Bateria. Precisão técnica, Click impecável e dono de um dos "Drum Fills" mais tirados e estudados pelos fãs bateristas.
 
Se fosse citar Bateristas bateristas que gosto, seriam vários posts... quem sabe futuramente? Mitch Mitchell, Keith Moon, Charlie Watts, Matt Sorun, Mike Mangini, Jeremy Colson, Steve Gadd... Cite o seu Preferido!
 
 
 
 
 
Então? Quer evoluir como baterista? Lembre-se dos pontos principais:
 
  • Ritmo: Tenha ritmo o mais próximo possível do uniforme sem perder a dinâmica e a pegada. Se não tem Ritmo, desenvolva! Evite Oscilar no tempo ou correr demais.
  • Bumbo no seu devido lugar: O Bumbo não é apenas mais uma Peça Grave. Ele é o Chão de toda Banda. Se ele falta ou entra num lugar errado (por mais que não esteja fora do ritmo) a musica perde consistência, Pulsação, O Arranjo pode soar "Rarefeito";
  • Bom Senso: use sua tecnica para servir ao estilo musical tocado e não o contrário;
  • Entrosamento com o Baixo: sempre digo que o baixo é o Bumbo com Notas. Quanto mais colado o Bumbo no Baixo, melhor!
  • Pratos no lugar certo: os pratos servem as vezes como "vírgulas" separando uma frase da outra na musica. Um prato bem tocado no tempo 1 de cada inicio de frase é sempre bom!
 
Lembrando que quando um Batera ouve "po, vc bate pra caramba!" ele esquece o elogio e se liga no "Bater"... Baterista (percussionista em geral) não "bate", mas sim "Toca" ;)
 
Esta aqui é a minha homenagem aos nossos queridos amigos indispensáveis a uma boa banda de Rock, os Goleiros, o Coração pulsante da Banda! BFD, EZDRUMMER é o cacete! Bateristas, nós amamos voces!!!
 
Eu sou Ronald Sales e esse é o meu Blog ;)

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Hoje, Estréia do programa CAOS PARALELO com Soren Lemche

Gosta de Rock Progressivo?
Quer aprender mais sobre o assunto?
Rock Progressivo agora é na www.radionavaranda.com  com apresentação de Soren Lemche, nosso colaborador daqui do Blog, conhecedor e amante do estilo. Combinado! A gente se encontra nas madrugas de Terça para Quarta feira, às 2 da madrugada no programa CAOS PARALELO.

Programa CAOS PARALELO com Soren Lemche, Todas as Quartas, 2 da madrugada (madrugada de Terça para Quarta) na www.radionavaranda.com.

Eu sou Ronald Sales e este é o meu Blog ;)

domingo, 2 de setembro de 2012

ROCK PROGRESSIVO na www.radionavaranda.com


Para a imensa plateia desse blog, gostaria de lhes convidar para prestigiarem a estreia do “Caos Paralelo”. Um programa da Radionavaranda. Programa produzido por Carlos Savalla e pilotado por mim, Soren Lemche, Colaborador do deste Blog.

Sim, esse humilde interlocutor teve o honroso convite de fazer um programa de 90 min. sobre um dos assuntos que mais me apaixiona: Rock Progressivo!

 

Como diz um amigo meu: "Pô, rock progressivo são aquela musicas chatas pacas né?" É isso mesmo, mas chatas ou não, vamos apresentar o Rock Progressivo - antigo e novo - e vamos mostrar que o Prog (como os aficcionados o chamam) está longe de morrer.

 

O programa irá ao ar às quartas-feiras, 1:00 da manhã. E terá duração de aproximadamente 90 min.

 

Vamos passear pelos clássicos, tal como o Yes, Genesis, Emerson Lake & Palmer, Camel, Renaissance, Focus, Jetro Tull, Triumvirat, Premiata Forneria e outros. Tocaremos também aqueles obscuros da década de 70, do Leste Europeu á Ásia. Apresentaremos aos ouvintes, as bandas atuais de Rock Progressivo, e ainda temos tempo para contar algumas coisas sobre as estrelas desse gênero.

 

Assim espero contar com vocês, notívagos e insones e, quem sabe, não ajudo na educação musical de pelo menos alguns.

 
OBS: O PROGRAMA ESTRÉIA NO DIA 12 DE SETEMBRO!
Até quarta-feira na www.radionavaranda.com à 1 hora da manhã.

By Soren Lemche 

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

MUSICO TEM QUE ESTUDAR???


 
"Arte é coisa Mental" - Leonardo Da Vinci
Leonardo Da Vinci integrava em sua visão de mundo a Ciência e a Arte. Ele mesmo era Cientista e Artista a um só tempo, e estas duas dimensões se completavam intimamente na sua maneira de apreender o Mundo. A Arte era concebida por ele como uma 'Ciência da representação da natureza',  e é isto que o habilita a falar mais autorizadamente em uma "imitação científica da natureza" por oposição "a "imitação mecânica". Por outro lado, ele defendia uma idéia específica de conhecimento científico que contribui para delinear melhor o tipo de integração entre Ciência e Arte que almejava. A Ciência, para Da Vinci, devia estar fortemente amparada pela observação e pela exerimentação - e ele critica as argumentações científicas idealizadas e desligadas da experiência sensível com o mesmo vigor com que condena as demonstrações baseadas em "argumentos de autoridade". O Cientista, como o Artista, deveria ser um observador e um experimentador - e os sentidos deveriam ter um papel fundamental tanto em uma como em outra destas formas de apreensão da realidade.
                 José   D'Assunção Barros
 
 
"ah... pra quê estudar se eu tenho talento?" 
Qualquer Zé Goiaba totalmente equivocado. 
 
Qual conceito citado acima você, caro leitor, acha mais sensato? Já deu pra perceber qual é a minha opinião, certo?
Não vim aqui para dar grandes detalhes sobre os conceitos de Leonardo Da Vinci. Resumindo, Da Vinci estava completamente certo ao afirmar que Arte é coisa Mental no sentido de que Conhecimento sempre contribui de uma forma ou de outra para a SUA própria Evolução Artística. Se você observar as formas mais antigas de arte (Arte Egípcia, Grega, p. ex.) verá que com o passar do tempo, o conhecimento de novas técnicas sendo descobertas contribuiu em muito para que a arte (no caso a pintura) fosse, de uma forma cadavez mais fiel, uma "representação da natureza",  assim como Da Vinci acreditava. Ele usava conceitos inovadores para o Renascimento como a Perspectiva, Geometria, noções avançadas de Sombreamento, profundidade, Luz... MATEMÁTICA PURA! Não é a toa que até hoje Da Vinci é um dos artistas mais inovadores da história, senão o maior.
 
Mas, por que estou falando sobre isso? Como Músico e aluno nos meus tempos de Villa-Lobos (lá vai fumaça...) eu era veemente incentivado pelo Maestro Randolf Miguel a estudar outros tipos de arte além da musica ou qualquer outro conhecimento que fosse acrescentar à minha Arte de alguma forma. Na época eu era muito jovem para entender da forma como entendo hoje. Tome isso como lição! Quanto mais cedo você entender que o seu "talento" NÃO É SUFICIENTE para garantir que você viva da Arte, melhor pra você!!!
Mas afinal, o que é "talento" e até onde ele é determinante na sua vida como artista?
Se for procurar no Dicionário:
 
"Aptidão invulgar (natural ou adquirida)" (???)
 
A meu ver, Talento é a Facilidade que você tem (natural ou adquirida) em aprender e desenvolver sobre determinado assunto, no nosso caso, Música, claro.
 
Imagine a situação:
Uma Lâmpada no teto precisa ser trocada. Temos dois indivíduos, um com 1,65m de altura e outro com 2m. Qual dos dois teria mais facilidade em alcançar o teto para trocar a lampada? O mais alto, lógico! Neste caso, podemos dizer que o mais alto tem é mais "talentoso" que o baixinho. Isso é motivo suficiente para dizer que o cara de 1.65 não é capaz de trocar uma lâmpada ou não devia se esforçar para isso devido a sua falta de "talento"? NÃO! Ele pega uma escada, sobe uns degraus a mais e pronto. Ele alcança o teto e troca a lampada. Problema resolvido!
Como vimos, o talento do cara mais alto ajudou apenas no fato dele não precisar fazer tanto esforço para trocar a maldita lâmpada. Isso quer dizer então que: se eu tenho talento, não preciso me empenhar ou estudar tanto assim para alcançar meus objetivos, certo?" ERRADO!!! Não se engane. O poder de seu talento é LIMITADO.
Quando você se baseia apenas no talento ou na sua "brilhante" intuição musical (ou artística em geral) para criar, interpretar ou fazer qualquer expressão artística, muito em breve você vai esgotar as suas limitadas possibilidades e vai fatalmente começar a se repetir. Quando isso é notado pelo público, aí a coisa fica feia... você vira um "cover de sí mesmo".
Isso não significa que sua vida artística chegou ao fim e sim que você precisa evoluir. E advinhe o que pode te ajudar a evoluir: CONHECIMENTO!
 
"...pô, professor... então eu tenho que sair lendo enciclopédia pra ficar mais evoluído? :/ "
 
NÃO NECESSARIAMENTE. Na prática, estude as coisas que você sabe que vão te acrescentar algo no futuro de alguma forma em sua busca por novos caminhos. É autodidata? Procure a opinião neutra de um professor mais experiente. Fugiu da Teoria Musical todo esses anos porque achava tudo isso de "bolinha que sobe, bolinha que desce" algo muito chato? Está na hora de mudar seus conceitos! Já é um musico em nível avançado de conhecimento teórico? Estude outras formas de arte, pesquise, procure ver as coisas por um outro prisma (como o de um pintor, p. ex.). Quem sabe isso não pode virar fonte de inspiração para que você descubra detalhes na sua própria arte que antes nem imaginava? Ou até mesmo faça você "traduzir" o que aprendeu e aplicar a escência na sua própria arte?
Tenha certeza de uma coisa: escolheu ser artista? VOCÊ NUNCA MAIS VAI PARAR DE ESTUDAR!
A iniciativa de mudar a imagem das pessoas desenformadas com respeiro ao musico/artista é uma tarefa dificil mas que deve partir de nós mesmos!
 
"musico é tudo vagabundo, sonhador, fudido, irresponsável etc..."
 
"- Qual a sua profissão?
- sou músico
-hum... mas você tabalha com o que para se sustentar?"
 
CONCEITOS MAIS QUE ANTIQUADOS!!!
 
Só quem é músico/artista responsavel sabe o quao duro temos que dar para viver daquilo que amamos e não conseguimos viver sem. Isso separa o músico de fim de semana, daquele que tira o seu sustento da arte. Os Profissionais dos Amadores. O conceito de que a arte é uma coisa "divina", "sublime", "vinda de inspiração sobrenatural" ou qualquer coisa parecida é equivocado. Na verdade é 10 % INSPIRAÇÃO e 90% TRANSPIRAÇÃO!
 
Eu sou Ronald Sales e esse é o meu Blog ;)
 
FONTES USADAS:
 
- ARTE É COISA MENTAL :  Reflexões  sobre  o  pensamento  de  Leonardo  da Vinci sobre a Arte
José D’Assunção Barros
 
 
- DICIONÁRIOWEB
 
 

sábado, 18 de agosto de 2012

Muito Trabalho.


Um mês sem bloggar, mas foi por um motivo nobre, estamos trabalhando duro com diversos projetos em andamento. A Made In Rock está lentamente construindo uma agenda digna de “working band”. É claro que o que ajudou a construir isso foi o lançamento do nosso primeiro CD.

Em julho conseguimos terminar a produção do CD “Rock For The Road”, com 12 musicas representativas do que é o trabalho da MIR. O processo todo, entre selecionar e idealizar o CD e a prensagem final em BH levou um mês. Dai dá para ter ideia de quanto “corremos” para as coisas acontecerem. Oficialmente lançamos o Rock For The Road no gig do Tônamata no inicio de Julho com direito á festa e tudo mais e ainda digo; em um mês vendemos praticamente 200 cópias e com uma receptividade fantástica. As criticas tem sido super positivas e nos motiva mais ainda para continuar nessa trilha.


Alem do mais, CD á parte tiramos mais 12 musicas novas nesse período, musicas que serão lentamente incorporados ao nosso set list.

Novas frentes de batalha foram conquisatadas e posso dizer que o próximo mês estaremos fazendo gigs, na Barra da Tijuca (Costello), Centro da Cidade (Cosmopolitan) e na Lapa (Irish Pub) e ainda temos praticamente fechado dois eventos de motociclismo, na região dos Lagos.

Outro evento que consumiu muito tempo foi o Evento dos Tubarões de Cabo Frio. Preparamos um numero; a Stariway To Heaven com a ajuda da Jane Soren, violinista da Mad Cats e o Oboeista da Sinfônica da UFRJ, Carlos Diogo Perdigão. Uma lastima tocarmos aquilo as 3 da manhã para um publico reduzido porém extremamente receptivo. 13 horas depois estávamos tocando no Evento dos Rebelados em Maricá !

São conquistas, do fruto de trabalho contínuo onde alcançamos metas estabelecidas para o final do ano, com apenas 4 meses de “Banda Nova”.

Para vocês terem uma ideia do ritmo de trabalho, tínhamos um set de 100 minutos para o Ostracycle em Março e tivemos que seguir com esse set nos eventos do Alpendre e Tônamata nas semanas seguintes porque não tínhamos ensaiado alternativas para o segmento “barzinho”. Somente no segundo Tônamata em maio é que incluímos With A Little Help From My Friends, Dear Mr Fantasy, Simple Man e Dead Flowers. Maggie Mae, Hey Joe, Have You Ever Seen The Rain, Let It Bleed e Midnight Special. Suavizando um set que era eminentemente “motociclista”.


Outra conquista importante nossa foi de ter ganho um espaço no Nectar em Vargem Grande. Um gig que praticamente caiu no colo da gente. Com menos de 36 horas conseguimos reunir a banda e mesmo com um publico reduzido, tivemos a sorte de fazer uma boa apresentação onde o resultado final foi termos ganho 3 datas á escolher para o segundo semestre. Assim a Made In Rock, no final do ano, terá realizado 4 gigs no Nectar.

Para o gig do dia 25 Agosto no Nectar trazemos como banda co-irmã a Mad Cats da Jane Soren e Sergio Meirelles abrindo os trabalhos. Temos ainda a comemoração do aniversário da nossa amiga Lu, e para esse evento ainda espalhamos cartazes pela zona oeste (Jacarepaguá, Barra e Recreio).

Seria legal ver todos os nossos amigos nesse evento, e sim, contamos com a presença de todos.
Por Soren Lemche

segunda-feira, 16 de julho de 2012

R.I.P, JON LORD - O Rock perde mais um de seus Magos...



"O músico Jon Lord, cofundador e tecladista do Deep Purple, morreu aos 71 anos nesta segunda-feira (16) após sofrer uma embolia pulmonar. Ele tinha câncer no pâncreas e estava ao lado de sua família na London Clinic na hora de sua morte.
Lord foi um dos fundadores do Deep Purple em 1968, permanecendo no grupo até 2002, quando anunciou sua aposentadoria e foi substituído por Don Airey.
O músico está entre os compositores da famosa canção "Smoke on the water". Um de seus mais conhecidos "riffs" de teclado está em "Child in time", do disco "Deep Purple in rock", de 1970.
Divulgado pelos representados do músico, o anúncio de sua morte afirma: "Jon partiu da escuridão para a luz". Lord deixa mulher e duas filhas.
Além do Deep Purple, Jon Lord também trabalhou com artistas como Whitesnake, Paice, Ashton & Lord, The Artwoods e Flower Pot Men. Ele também é conhecido por seu trabalho com a música clássica, gênero presente especialmente em sua carreira solo, em discos como "Gemini suite" (1971), "Windows" (1974) e "To notice such things" (2010)."
 
Fonte: site g1.globo.com

Jon Lord era um exímio pianista, um visionário "piloto de hammond" (o maior de todos, na minha opinião), compositor tanto de Rock como de Musica de Concerto, enfim, O Rock perdeu e muito.
Famoso pelos riffs "guitarrísticos" que executava com maestria em sua "Besta", apelido carinhoso dado a seu poderoso Orgão Hammond plugado em um amp de guitarra Marshall no vol 11, Lord fritava as teclas e dava uma base muito bem fundada para Richie Blackmore imortalizar canções do Deep Purple. Mas a glória não ficava apenas para o Guitarrista! Na verdade, Lord se destacava de uma forma impressionante (A Maioria das bandas de Rock destacavam mais o vocal e as guitarras) com seu timbre ardente com riffs e solos imortalizados em canções como "Highway Star", "Smoke on the Water", "Lazy", "Perfect Strangers", só para citar as mais óbvias.

Jon Lord falando sobre "The Beast", seu Hammond Turbinado.
De maneira alguma estamos dizendo que Jon Lord era "um guitarrista que toca teclado" ! NÃO MESMO!!! Jon Lord aumentou em muito a popularidade do famoso e lendário orgão Hammond B3 assim como Roger Hodgson (SUPERTRAMP) está para o Wurlitzer e Ray Manzarek (THE DOORS) para o Vox/Farfisa.

"Burn" - Repare na influência "Erudita" de Lord na 2a parte do solo II em marcha harmônica com o Hammond.

Com seu Timbre e fraseado é inconfundivel, Lord também foi responsável, junto com Blackmore, a enxertar boas pitadas de Contraponto e Fuga nas musicas do Deep Purple, influência da musica de concerto, uma das paixões que o fez em 2002 deixar a banda para se dedicar exclusivamente à carreira de Compositor de Musica de Concerto (erradamente conhecida como musica "erudita").

Solo de Jon Lord abrindo a musica "When a Blind Man Cries", mostrando muito de sua musicalidade.

Uma das últimas apresentações filmadas de Jon Lord junto com outro mago dos teclados: Rick Wakeman

O Rock fica órfão mais uma vez, com essa perda irreparável. Mas o que fica são as obras primas que Jon Lord deixou em todas as bandas por que passou. Timbres nunca imaginados anteriormente hoje são lembrados por seus fãs. Riffs imortais e uma ideologia mais que saudavel, ensinando que o musico NUNCA pode parar de estudar é o que Jon Lord deixa de lição em meu coração...

Jon Lord 9 Junho 1941 – 16 Julho 2012. 

Eu sou Ronald Sales e esse é o meu Blog :.(






segunda-feira, 9 de julho de 2012

Allman Brothers Band





ALLMAN BROTHERS BAND

 Cito aqui nos nossos perfis o Allman Brothers Band, onde paradoxalmente não temos nenhuma musica deles no nosso set lits, ainda. Mas é inegável a influencia do Allman Brothers no rock de modo geral e explico porque.

Os irmãos Allman, Gregg e Duane formaram banda, ainda jovens, lá pelos 1963-64, na Florida onde nasceram. Gregg no órgão Hammond e o Duane na guitarra sempre davam um jeito de buscar bons talentos musicais para apoiar os seus projetos. O Hourglass chamou atenção da gravadora e logo foram relocados para Los Angeles. Depois de dois discos a Liberty dispensa a banda, mas mantem o Gregg sob contrato. Gregg fica em Los Angeles e os outros voltam para a Florida onde a Hourglass é reformulada. O Duane chama o Butch Trucks o Dicky Betts e Barry Oakley e fazem jamms de muito sucesso nos bares e nos eventos de motociclismo local. Uma gravadora se interessa pelo projeto e rapidamente o Gregg é chamado para compor o que seria The Allman Brothers Band. Assim fazem em 69 o The Allman Brothers Band, o primeiro LP que é bem recebido pela critica. Em seguida lançam o Idlewide South, já com o produtor Tom Dowd.

                                                                      Statesboro Blues - Live.

A sonoridade diferenciada, até por terem dois bateras, duas guitarras, um baixo e um Hammond, fundou os alicerces daquilo que chamamos hoje, erradamente, de Southern Rock. Lembrando apenas que o Rock nasceu no Sul dos EUA, portanto todo o resto é na verdade “Elsewhere Rock” sendo o “Southern Rock” o rock original. O Allman Brothers incorporam Jazz, Blues e rock e nunca tiveram vergonha de estender os riffs ou os solos, para dentro de progressões que fugiram do rock 4/4 de 3 minutos.
Com os covers de Willie Dixon, Muddy Waters (Hoochie Coochie Man) e Mckinley Morganfield o ABB arrebanha uma legião de fãs não só na Florida mas a fama se estende á Atlanta, Georgia.
A gravadora coloca eles para abrir shows do Greatfull Dead e ao longo de meses intermináveis vão para a estrada ora como atração principal ora como “opening act”. O sucesso de vendas dos primeiros discos rendem um convite para o memorável show do Fillmore East. No inicio de 71 o ABB grava o Live At The Fillmore East, um álbum duplo com o que havia de melhor da banda. A revista Rolling Stone considera o Live At The Fillmore East, o numero 49 da lista dos 500 maiores albums de rock de todos os tempos. O Lado 1 tem Statesboro Blues, Done Sombody Wrong e Stormy Monday (tudo cover!) O lado 2 tem You Don’t Love Me que rola por 19 minutos. O Lado 3 é Hot Lanta e In Memory Of Elizabeth Reed (esses autorais do Gregg e do Dicky Betts) e no ultimo lado, o Whipping Post, rolando quase 23 minutos. Um blues que vira uma jamm inacreditável. O LP é um sucesso estrondoso e influencia milhares de bandas de garagem. Com a banda no auge da fama e fortuna, o Duane se une ao Eric Clapton e se refugiam no Derek And The Dominoes onde nasce o clássico Layla.

                                                 Rambling Man - do Brothers and Sisters de 1973





Logo depois o Duane morre em acidente de moto e o Dicky Betts assume a guitarra lead. Não contratando um novo guitarrista, optam por chamar o Chuck Leavell para fazer pianos.

Terminam a gravação do Eat a Peach e caem novamente na estrada.

O Dicky e o Chuck trazem para o ABB uma pegada mais jazzística com ainda fortes influencias do Blues “raiz”, assim em 72 começa a tomar corpo o álbum Brothers and Sisters. Porém outro acidente, dessa vez com o Barry Oakley adiam as gravações do Brothers and Sisters. Sim Barry faleceu um ano depois do Duane, também de acidente de moto. Rambling Man e Jessica, ambas composições do Dicky, fazem do Brothers and Sisters um dos maiores albums da história do Rock Sulino americano. Sucesso de vendas e o primeiro lugar nas paradas de sucesso ao longo de todo o segundo semestre de 73. Até hoje tem Rambling Man e Jessica em todos os “Jukebox” espalhados pelo interior dos EUA.
No esteio do Allman Brothers vieram The Charlie Daniels Band, The Marshall Tucker Band e o Lynyrd Skynyrd, para citar apenas as mais conhecidas. O Lynyrd repetiu até o formato com dois bateristas no palco.
Interessante é comparar o som dos Allman Brothers com o de Carlos Santana e aqui falo do Santana inicial; Santana, Abraxas e Santana III. É impressionante a semelhança da sonoridade.
Ouvindo “One Way Out”, “In Memory..”, “Whipping Post”, “Drunken Hearted Boy”, “Rambling Man”, “Jessica”, “Stormy Monday”, “You Don’t Love Me”, era nítido que as bandas citadas tinham que ser influenciadas por esse tipo de rock. O Lynyrd com “Sweet Home Alabama”, “Freebird”, “Simple Man” e ”That Smell” consolida o genero. Já o Charlie Daniels Band e o Marshall Tucker enveredam por um caminho cross-over entre Allman Brothers e Gratefull Dead.
Depois do sucesso do Brothers and Sisters, e duas baixas na banda, por morte. Nada mais natural do que a decadência. Diga-se de passagem que os Allman Brothers até que chegaram bem longe apesar do descontrolado consumo de drogas. O Butch Trucks descreve a coisa como uma banda que sempre estava “ligada” em alguma coisa. Só que para o Gregg isso era levado muito á sério.  Gregg sai da banda, casa com a Cher, separa dela e casa com ela denovo. Segue carreira solo e tem algum sucesso. O Dicky Betts segue o mesmo caminho, e o Chuck Leavell forma o Sea Level com o restante da banda e segue com os Rolling Stones. Rola alguns “Reunions” e novo material é lançado, aqui recomendo apenas o Seven Turns de 1990 e claro, alguns Live como o do Beacon Live. Dos guitarristas que passam pelo ABB na ausência do Dicky, cito apenas o Warren Haynes, Derek Trucks (sobrinho do Butch Trucks)  e o Zack Wylde. Haynes sai do ABB e forma o Gov’mt Mule que é outra banda que vale a pensa pesquisar.

                             One Way Out - Allman Brothers no Rock n Roll Hall Of Fame 1995

A briga entre o Dicky Betts e o Gregg chega em níveis insustentáveis. Enquanto os dois bebiam e se drogavam dava para controlar as desavenças. Mas quando o Gregg é diagnosticado com Hepatite C e tem um transplante de fígado indicado, e com isso o medico lhe deu um aviso que ele, Gregg, levou á sério. Parar de beber e de se drogar. Assim o Dicky é “saído” da banda de forma irreversível.  O Transplante do Gregg foi um sucesso e ele já voltou á ativa, tanto no projeto solo como á frente de um Allman Brothers renovado.


Para uma banda como a M.I.R. é impossível não reconhecer a influencia do Allman Brothers, mesmo porque os integrantes da Allman Brothers individualmente dão uma contribuição fundamental na estrutura sonora da M.I.R. A base do Hammond e a genialidade do Chuck Leavell no piano certamente é uma influencia enorme. (Não esquecer que o Leavell é pianista dos Rolling Stones há quase 30 anos!), assim caros amigos considero a Allman Brothers uma baita influencia e espero poder um dia tocar musicas do Fillmore East com a MIR.